Varíola dos macacos se torna emergência de saúde internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou neste sábado (23) que a varíola dos macacos (monkeypox) “é agora uma emergência de saúde pública de interesse internacional”. O anúncio foi feito em Genebra, Suíça, por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da agência da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada, entre outros, por informações dos países onde o vírus se espalhou rapidamente para outras nações.

Atualmente, destaca a OMS, já foram relatados mais de 16 mil casos infectados em 75 países diferentes. Há cerca de um mês, foram relatados 3.040 casos em 47 países. O total de mortes, segundo a organização, chegou a cinco.

Entre os fatores destacados por Tedros para tomar a decisão, foram citados os três critérios que definem uma emergência de saúde pública internacional; o Comitê de Emergência da OMS que não chegou a um consenso “sobre os princípios científicos”; e o “risco existente para a saúde humana, para a disseminação internacional e para o potencial de interferência no tráfego internacional“.

Há menos de um mês, a OMS havia declarado que a doença não era emergência de saúde global. No período, a organização levou em consideração a opinião de especialistas e o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), assim como na decisão divulgada hoje.

O Brasil e viagens internacionais

O Brasil está no top 10 de países com mais casos identificados da varíola dos macacos. Na sexta-feira (22), o Ministério da Saúde havia confirmado 607 casos. A cidade de São Paulo lidera no país com 438 casos, tendo o Rio de Janeiro em segundo com 86 e Minas Gerais em seguida, com 33. O primeiro caso identificado no país foi relatado em junho.

A OMS informa que o risco de expansão global da doença é moderado, exceto na Europa, onde é alto. Tedros citou que os novos modos de transmissão são responsáveis pela disseminação rápida. A organização pediu ainda que as medidas de vigilância e saúde pública sejam intensificadas por causa de viagens internacionais.

A agência também sugere que as nações mais afetadas acelerem as pesquisas sobre o uso de vacinas e tratamento para seguir as recomendações de viagens.

Veja a postagem original em: TecMundo

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