Varíola de macacos: OMS lança orientações para sexo seguro entre homens

A alta incidência de varíola de macacos entre homens gays e bissexuais levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a publicar um guia de prevenção voltado a esse público. A doença, que é transmitida pelo contato físico muito próximo, pode estar se espalhando pelo sexo.

Apesar de ressaltar que qualquer um está sujeito ao vírus, independente da orientação sexual do indivíduo, o órgão de saúde lançou orientação para proteção de homens que fazem sexo com homens.

A Organização Mundial da Saúde divulgou diretrizes para homens se protegerem da varíola de macaco (Fonte: Wikimedias Commons/United States Mission Geneva)Fonte:  Wikimedias Commons 

A intenção é reduzir a disseminação da doença, que está se espalhando rapidamente dentro dessa comunidade. O guia de informações orienta a população sobre os mecanismos de contaminação, e atitudes que devem ser tomadas diante dos primeiros sintomas.

Podendo durar de duas a três semanas, eles incluem erupções cutâneas, principalmente no rosto, nas mãos, pés, olhos, boca ou genitais, febre, dor de cabeça e fraqueza. Aos primeiros sinais, caso haja suspeita de contaminação, é recomendado que o paciente se isole.

A transmissão da doença, que em poucos casos gera complicações graves ou morte, é feita através do contato físico com as feridas de um paciente. Os especialistas afirmam que por isso as relações sexuais desempenham um papel central na disseminação do vírus.

Por isso, é recomendado conversar com parceiros sobre sintomas prévios. Em alguns casos o problema pode ser confundido com sífilis ou herpes e esse pode ser um dos motivos que levou ao diagnóstico predominante entre homens gays e bissexuais, segmento que tradicionalmente busca mais atendimento médico para esses problemas.

A varíola de macacos é uma doença conhecida há mais de 50 anos, e tipicamente se espalha através do contato entre humanos e outros primatas. Nas últimas semanas estão sendo identificados cada vez mais casos em países que tradicionalmente não sofrem dessa epidemia, o que colocou em alerta órgãos de saúde em todo o mundo.

Veja a postagem original em: TecMundo

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