Terceira via se tornou ‘inviável’ após ‘saída patética’ de Moro, afirma deputado

Faltando cerca de cinco meses para o primeiro turno da eleição presidencial, que acontece em 2 de outubro, partidos de centro enfrentam dificuldades para consolidação de um único nome que represente a chamada terceira via. Com o recuo do União Brasil e a saída do ex-juiz Sergio Moro do Podemos, a avaliação é que a coalizão se tornou “inviável”, afirma o deputado federal Capitão Alberto Neto. “Tivemos essa saída do ex-ministro Moro, o ex-juiz. Foi uma saída praticamente patética, inviabilizando qualquer terceira via. Temos o Ciro Gomes agredindo, continuando esse jeito de fazer política de maneira agressiva, agredindo populares, o que mostrou que não está preparado para governar o país. Então o país está polarizado. A militância da esquerda está cada vez mais enfraquecida, percebemos isso nas manifestações e a população fica sem entender as pesquisas eleitorais. Alguém que está liderando as pesquisas demite seu marqueteiro e não consegue fazer grandes manifestações?”, questionou, fazendo referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece com 45% das intenções de votos, segundo pesquisa Ipespe.

“O que precisamos é deixar claro para a população o que o governo Bolsonaro fez durante os quatro anos. Trabalhou de maneira correta na pandemia, que não faltou recursos para Estados e municípios para salvar vidas e que estamos no caminho correto”, acrescenta o parlamentar, que reconhece a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. “As últimas declarações do candidato ex-presidente Lula tem deixado isso mais claro e polarizado. Nas suas declarações em favor do aborto, em dizer em controle das mídias sociais, continuar priorizando investimentos em países ditaduras. Estamos polarizados realmente, nós somos a favor da vida, não admitimos levar recursos do Brasil para Nicarágua, Cuba, fazendo mau uso, enquanto obras estão inacabadas. Somos contra o controle da mídia e favoráveis à liberdade”, menciona. Nesse contexto, Capitão Alberto Neto defende que narrativas sobre a atuação da direita no Brasil devem ser desconstruídas, citando feitos do governo como queda na pobreza e crescimento das ofertas de emprego. “O presidente tem cuidado dos mais vulneráveis, Brasil é um dos países que mais cresce.”

Questionado sobre a manifestação pró-Bolsonaro deste domingo, 1º, em São Paulo, o deputado federal citou a defesa da liberdade de expressão como pauta principal. Segundo ele, pelo caso Daniel Silveira ser muito recente, o tema também teve foco no protesto. “Um deputado foi preso por oito meses, é um verdadeiro absurdo. O juiz que era vítima foi quem condenou. Isso causou preocupação com a sociedade, em um momento em que não aceitamos qualquer tipo de ditadura. E ela não vai vir do Executivo, do Congresso e nem do Judiciário. Alexandre de Moraes extrapolou e causou grande comoção nacional.  Nós da direita nos reunimos e fomos às ruas para brigar por liberdade. Não vamos aceitar qualquer tipo de perseguição.”


Fonte: Jovem Pan

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