Sensor fitness vestível detecta cansaço no músculo durante exercícios

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST), na Arábia Saudita, está desenvolvendo um dispositivo vestível fitness capaz de entender o desgaste dos músculos do usuário.

O aparelho usa um sensor baseado no material MXene e bluetooth para se conectar com dispositivos digitais próximos. A tecnologia realiza medições em tempo real sobre a condição física do atleta, correlacionando mudanças de PH no suor com o acúmulo de ácido indutor de fadiga nas células musculares.

“À medida que fazemos exercícios e nossos músculos ficam cansados, o sensor vê o novo ambiente químico e produz diferentes curvas de resistência elétrica versus estresse. Ao comparar essas curvas com as curvas de referência para um determinado sensor, podemos determinar o pH do suor e o quão cansado está o músculo”, diz o pesquisador da KAUST e principal autor do estudo, Kang Lee.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista científica Small Methods no início deste mês.

O que é o MXene?

Os Mxenes são compostos de metais não tóxicos bidimensionais em combinação com átomos de carbono ou nitrogênio e, por oferecer condutividade naturalmente alta, eles são ótimos biossensores para detectar pequenas mudanças químicas.

Os pesquisadores da KAUST desenvolveram um protótipo de sensor vestível com um novo composto MXene-hidrogelFonte:  Unsplash 

Em 2019, o professor Husam Alshareef desenvolveu um eletrodo composto de MXene integrado a um dispositivo vestível, que absorve a transpiração do usuário para detectar pequenas mudanças nas concentrações químicas, como na glicose e ácido lático.

Em colaboração com uma equipe da KAUST, eles combinaram o MXene com hidrogéis e descobriram uma melhora no desempenho. “Como os MXenes têm uma alta concentração de cargas negativas em suas superfícies, os arranjos horizontais afetam fortemente os movimentos de íons dentro do hidrogel e, portanto, podemos medir diferentes níveis de mudança de pressão”, diz Alshareef.

Assim, eles começaram a desenvolver o protótipo de dispositivo vestível capaz de rastrear o movimento muscular e entender as mudanças químicas.

ARTIGO Small Methods: doi.org/10.1002/smtd.202100819

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