Pesquisa espanhola aponta que não vacinados de 60 a 79 anos têm 20 vezes mais chances de morrer de Covid

Mulher é vacinada em Valência: imunizados nessa faixa etária têm 30 vezes menos probabilidades de darem entrada em UTI, segundo estudo| Foto: EFE/Juan Carlos Cárdenas

Pessoas entre 60 e 79 anos que não foram vacinadas contra a Covid-19
têm 20 vezes mais chances de morrer do que as imunizadas, segundo um relatório
do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES) da
Espanha.

A ministra da Saúde da Espanha, Carolina Darias, divulgou no
fim de semana os resultados desta pesquisa durante uma visita a um centro de
vacinação da região de Extremadura.

De acordo com o mesmo documento, as pessoas dessa faixa
etária que não foram vacinadas têm 16 vezes mais chance de serem hospitalizadas
devido à doença.

E os vacinados, por outro lado, têm 30 vezes menos
probabilidades de darem entrada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI),
explicou a ministra.

“Os dados são contundentes”, disse Carolina Darias, que
elogiou o elevado nível de vacinação da população espanhola, uma das mais altas
do mundo, e a incentivou a continuar desta forma e também a receber a dose de
reforço.

“Sabemos que a melhor arma contra a pandemia é vacinar,
vacinar e vacinar”, argumentou. “Está demonstrado que a vacinação é a melhor
forma de combater a gravidade da doença e de salvar vidas.”

Ela também observou que a taxa de mortalidade, agora em
1,3%, diminuiu com o progresso da vacinação. Esse indicador era de 4% poucos
dias após o início da primeira onda de casos na Espanha, em março de 2020.

No momento, o país registra uma incidência de casos nunca
antes vista, com uma média de 2.722 casos por 100 mil habitantes em 14 dias; os
pacientes mais graves correspondem a 22% das UTIs.

Na Espanha, com 47,5 milhões de habitantes, mais de 80% da
população está totalmente vacinada.

Além disso, 31,5% das crianças de 5 a 11 anos já receberam ao
menos uma dose da vacina e, segundo os últimos dados oficiais, 86,8% da
população com idade entre 12 a 19 anos tem a dosagem completa.

Atualmente, as pessoas a partir de 40 anos recebem a dose de
reforço, que oito em cada dez pessoas com mais de 60 anos já receberam.

Mais de 5 mil idosos morreram em decorrência da Covid-19 em
asilos durante 2021, o ano da vacinação, enquanto quase 26 mil faleceram em
2020 com um teste positivo ou sintomas compatíveis com o coronavírus, de acordo
com dados divulgados no fim de semana.

No ano passado, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgou estudou que apontou que as pessoas não vacinadas tinham um risco mais de seis vezes maior de testar positivo para Covid-19 e um risco mais de 11 vezes maior de morrer da doença, em comparação aos vacinados.

Volta às aulas

Cerca de 10 milhões de alunos voltaram às aulas presenciais
na Espanha nesta segunda-feira (10) após as festas de fim de ano, no auge da
onda mais contagiosa do coronavírus.

O governo e as regiões acordaram que as aulas continuarão a
ser totalmente presenciais, como antes do período do Natal, uma vez que os
centros educativos espanhóis são “seguros”, mesmo com a epidemia batendo
recordes de casos dia após dia.

A rápida propagação da variante ômicron, altamente
contagiosa, e as sucessivas celebrações festivas, que no país terminaram na
última quinta-feira, favorecem um contágio em massa, cujos efeitos serão
notados durante vários dias nas estatísticas sanitárias, segundo as
autoridades.

Portanto, o retorno às aulas foi realizado com estrito
cumprimento dos protocolos de saúde, embora com a recomendação de amenizar
quarentenas.

As aulas começaram, no entanto, com parte dos professores de licença por estarem infectados ou em quarentena após terem tido contato com alguém que testou positivo para Covid-19.

Segundo a RTVE, a variante ômicron gerou uma ausência de 6 a 8% dos docentes, conforme cálculos de sindicatos e centros educacionais, enquanto as primeiras estimativas das Comissões de Trabalhadores apontam que de 4 a 6% dos professores não estiveram em sala de aula devido à doença.

Fonte: Gazeta do Povo
Podcast O Papo É com Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo