Papa pede “reconhecimento dos direitos de todos” na América Latina

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Papa também pediu para que as pessoas não sejam “indiferentes à situação dos migrantes, das pessoas deslocadas e dos refugiados”| Foto: Reprodução/YouTube/Vatican News

O papa Francisco expressou o desejo de que prevaleça na América o “respeito recíproco e o reconhecimento dos direitos e dos valores culturais de todos os seres humanos” em mensagem de Natal lida na Basílica de São Pedro neste sábado (25).

“Que nos corações dos povos do continente americano possam prevalecer os valores de solidariedade, reconciliação e coexistência pacífica, através do diálogo, respeito recíproco e reconhecimento dos direitos e valores culturais de todos os seres humanos”, disse o pontífice na única referência à América Latina.

Como nos anos anteriores, na mensagem de Natal foram citados dramas e conflitos mundiais, como a guerra na Síria, problemas no Oriente Médio, a crise no Iêmen e em Miamar e a crise econômica no Líbano, entre outros.

De pé na Praça de São Pedro, após a ausência deste momento no ano passado devido a restrições sanitárias, o papa pediu também “à Criança que acaba de nascer” neste dia de Natal para os católicos para que conforte “as vítimas da violência contra as mulheres que está se propagando neste tempo de pandemia” e “ofereça esperança às crianças e adolescentes vítimas de assédio e abuso”.

O pontífice rezou para que Deus conceda “saúde aos doentes e inspire todas as pessoas de boa vontade a encontrar as soluções mais adequadas para ajudar a superar a crise de saúde e as suas consequências”.

“Fazei que os corações sejam generosos, para que a assistência necessária, especialmente vacinas, possa chegar às populações mais pobres”, acrescentou o líder religioso diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, apesar do dia chuvoso.

O papa também pediu para que as pessoas não sejam “indiferentes à situação dos migrantes, das pessoas deslocadas e dos refugiados”.

“Os olhos deles pedem para que não desviemos o olhar, que não neguemos a humanidade que nos une, que façamos nossas as histórias deles e que não esqueçamos as suas tragédias.

Fonte: Gazeta do Povo
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