Oposição espera que Pacheco decida sobre CPI do MEC nesta semana

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, deve se reunir com líderes de bancada para decidir sobre a instalação, ou não, da CPI do MEC até o início da próxima semana. A oposição já conseguiu o número mínimo de assinaturas e protocolou o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito que busca investigar as denúncias de um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação. O senador Randolfe Rodrigues, que está à frente da organização do colegiado à favor do inquérito, afirma que existem indícios claros de irregularidade que o parlamento precisa apurar.

“Eu faço isso de bom grado, é muito ruim. CPI é uma espécie de ultima ratio, ou seja, quando todos os outros mecanismos de investigação fracassaram se precisa da intervenção política para ter algum tipo de investigação. Foi assim no caso da Covid-19. Muito pior é uma CPI combinando com o processo eleitoral. Agora, veja, essa CPI menos se impõe do ponto de vista das suas circunstâncias da investigação e mais se impõe pela necessidade de retaguarda às investigações que já estão em curso do MPF e, sobretudo, da Polícia Federal que está sob a intervenção do presidente da República”, avalia o parlamentar.

O pedido de criação da CPI ainda precisa ser lido pelo presidente do Senado em plenário. A partir daí os partidos começam a indicar os parlamentares que vão compor o colegiado. A base aliada do governo se movimenta para evitar possíveis danos da comissão. Uma estratégia adotada pelos governistas é pressionar pacheco para que ele respeite uma fila de pedidos de instalação das CPIs. Pelo menos outras três comissões já foram protocoladas e aguardam instalação. Pacheco afirmou que, nesta semana, todos os requerimentos serão analisados, inclusive pela advocacia e pela consultoria do Senado.

Para o senador Flávio Bolsonaro a CPI do MEC tem o único objetivo de desgastar o governo em ano eleitoral. “Não tem absolutamente nada contra o ex-ministro e quem dirá contra o presidente Bolsonaro, aí sim é que não tem nada a ver, não há nada que comprove ou que sugira que o presidente Bolsonaro tinha conhecimento ou sabia que isso pudesse acontecer. Como eu acredito também que o ex-ministro Milton também não sabia”, opinou o filho do presidente em entrevista à Jovem Pan News.

*Com informações da repórter Iasmin Costa


Fonte: Jovem Pan

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