Não faz sentido Leite assumir o lugar de Doria, afirma o prefeito de São Bernardo do Campo

Após o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sair da disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto, o PSDB passou a discutir sobre o apoio ao nome de Simone Tebet (MDB-MS) para encabeçar a chapa da terceira via ou se deverá ter uma candidatura própria, podendo conduzir até mesmo o ex-governado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, derrotado por Doria nas prévias do partido, à condição de candidato. Para falar sobre o assunto, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), concedeu uma entrevista ao vivo nesta terça-feira, 24, para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Para ele, o ex-governador tucano do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não deverá receber destaque neste momento, assumindo o lugar de Doria, já que a prerrogativa interna para representar o PSDB era apenas de Doria, como decidida nas prévias em 2021.

“A partir do momento que o PSDB aceitou fazer parte do chamado centro democrático, onde tem uma composição com o MDB e o Cidadania e tinha com o União Brasil, hoje não mais, você se coloca numa condição de que não obrigatoriamente o candidato tenha que vir do partido, caso contrário não é possível formar uma frente. Esse entendimento foi feito pelo então candidato João Doria, que aceitou as condições pelas quais ele poderia ser o escolhido ou não. Na última semana, o encaminhamento, após pesquisas qualitativa e quantitativa, foi o nome da senadora Simone Tebet. Então não há o menor sentido daquele que venceu as prévias ter um gesto de grandeza, como teve João Doria, e todos nós sabemos do desejo que ele tinha em disputar a Presidência da República. Ele abriu mão da disputa para fazer uma composição e um projeto maior, pensando em uma alternativa para o Brasil. Então, se o Doria, que foi o vitorioso das prévias, abriu mão de representar o PSDB, é um processo natural o nome vir de uma outra legenda. Isso não impede do partido poder colaborar com o nome do vice, com os quadros técnicos que ele tem para o plano econômico a ser apresentado à sociedade. Nenhum sentido em detrimento do vitorioso [das prévias] abrir mão [da pré-candidatura] e o derrotado [ficar no lugar]. Hoje tem uma minoria dentro do partido que tenta, aliás até hoje eles não aceitaram a derrota nas prévias, tentam buscar uma alternativa com outro nome. Isso é um fato que, na minha opinião está vencido, e o caminho natural é o PSDB apoiar o nome da senadora Simone Tebet para ser o nome da terceira via, buscando oferecer à sociedade uma alternativa que não sejam os extremos, nem da esquerda e nem da direita”, disse Morando.

Questionado sobre a possibilidade de o União Brasil pedir o apoio do PSDB neste momento em torno do nome do pré-candidato Luciano Bivar (União-PE) para a disputar o Palácio do Planalto, já que o partido apoia a candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo, Morando afirmou que “a grande frente de aliança que está sendo formada em torno da candidatura do novo governador Rodrigo Garcia não está aliada às decisões nacionais”. Segundo o prefeito de São Bernardo do Campo, as alianças estaduais estão sendo articuladas diretamente por Garcia. “Não tem condições. O União Brasil foi o primeiro partido a declarar apoio para o novo governador, Rodrigo Garcia. O que pode acontecer, eu digo na eventualidade, é o próprio [Lucianio] Bivar declinar de sua candidatura e voltar ao centro democrático, apoiando a candidatura da senadora Simone Tebet. É uma possibilidade”, comentou. Já em caso do nome de Tebet não se viabilizar, Morando afirmou novamente não ver o nome de Eduardo Leite como uma possibilidade para encabeçar uma chapa. Já sobre o caso de Doria ainda ter alguma posição para a eleição de 2022, o prefeito informou que o assunto ainda não foi discutido com o tucano. “Nesse primeiro momento, ele se recolhe. Essa é uma avaliação que compete muito mais a ele”, finalizou.

 


Fonte: Jovem Pan

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