Músicos de SAJ ficam de fora do São João e pedem explicações à SECULTSAJ

Alguns músicos que ficaram de fora dos festejos pedem explicações da secretaria Silvia Brito e alegam falta de respostas da pasta, já que todos estão com a documentação em dias e a grande maioria já participou de outras edições dos festejos juninos. Segundo esses músicos, o edital pedia que os mesmos apresentassem histórico de apresentações nos festejos Juninos de SAJ e comprovassem também exclusividade no ritmo forró. Porém, quando saiu o resultado, uma banda que nunca tocou em SAJ entrou no palco principal e até bandas de Rock entraram no forró de bairros.

Bandas com estrutura maior, passaram para categorias menores, descendo assim da categoria que se apresentavam em outros festejos e músicos com atuação comprovada na cidade ficaram de fora como:
Carol Souza, Verena Lima, Reginaldo Araújo, Júnior Alves, Nairone, Drico Viana e
Desejo Ardente, dentre outros. Chama atenção também que bandas de samba e de outros estilos, que sempre faziam apresentações nos palcos alternativos e no espaço da biblioteca municipal, ………

Os músicos denunciam outro erro grotesco: ao invés de divulgarem 12 bandas para o palco principal, como pedia o edital, divulgaram 13, segundo a Secretaria, por erro de digitação. O artista beneficiado com o tal erro, que acabou entrando na grade foi contactado mais disse que não sairia pois já tinha divulgado nas duas redes. Que se tirassem, ele entraria na justiça. Diante disso tudo ficou como estava: com 13 atrações no palco principal, quando o edital dizia 12 e uma vaga que poderia ter sido ocupada de forma justa, foi ocupada por um erro, que inclusive custará aos cofres públicos 12 mil reais a mais, pois até hoje a secretária não deu qualquer explicação sobre o caso. A comissão julgadora do edital também foi contactada e até hoje não se pronunciou.

Outra curiosidade é a seleção da banda Lord Scraft para o forró de bairro: uma banda de Rock pesado e que também foi selecionada para o palco alternativo com outro nome, apesar da mesma formação: a banda Lord Scraft é a mesma banda Cabeça Dinossauro, que se apresenta com os músicos mascarados.

Os músicos pedem repostas e falam da falta de apoio dos vereadores, pois a maioria nem respondeu sobre as denúncias quando procurados. Os músicos também alegam que bandas de arrocha ” algumas apadrinhadas por empresários e assessores de políticos ligados a gestão”, estão na grade principal, mas os músicos locais precisam provar que trabalham com forró, pra se apresentar no palco da sua cidade.

Outro impasse seria a seleção de bandas pra o trezenário já que, segundo informações da comissão da festa, esse ano o festejo vai ser realizado na praça Padre Mateus sem apresentações musicais. Como, num momento em que a cidade enfrenta uma onda de violência gigantesca, com situações como disparo de arma de fogo em locais públicos, até mesmo à luz do dia, porque fazer a festa em local aberto, onde controlar a questão da segurança fica muito mais difícil? Barraqueiros e músicos que dependem da festa para trabalharem, seguem no aguardo de informações.

O Vereador Uberdan está analisando os casos e garante dar voz aos artistas.
Rádios locais também estão abrindo os microfones dando voz e vez a classe, tão afetada durante a pandemia e que aos poucos vem se reerguendo.

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