Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque| Foto: Alan Santos/PR

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, negou que o Brasil viva uma crise energética. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Albuquerque disse que, na avaliação dele, a “crise de energia nunca ocorreu”. De acordo com o ministro, a série de medidas adotadas pelo governo, como acionar usinas termoelétricas para complementar a energia produzida pelas hidrelétricas, foi efeito de uma mero “período de escassez hídrica”. O alto custo da operação encareceu as contas de luz e teve impacto direto na alta das taxas de inflação.

Na entrevista, o ministro diz que a situação hídrica melhorou em dezembro de 2021, mas que ainda é cedo para prever como será 2022. Por isso, serão mantidas as medidas para estimular a redução do consumo de energia no país, como o programa de resposta da demanda, que oferece bonificações para empresas que consomem menos energia. “Nossas previsões são muito assertivas de forma quinzenal. De forma mensal perde um pouco de confiabilidade. Temos de aguardar”, disse Albuquerque.

Para o ministro, a partir de 2026 o país poderá deixar de ser refém da situação hídrica. Isso será possível, segundo Albuquerque, pela expansão da matriz energética, com a entrada de novas fontes geradoras de energia e também pelo início das operações de novas usinas de gás, o que deve baratear o custo da energia produzida pelas termoelétricas. “Dentro do nosso planejamento, a partir de 2026, vamos passar por eventuais crises hídricas com maior governança e sem sobressalto”, disse o ministro.