Mesmo com fim das restrições, 25 de Março ainda não recuperou perdas da pandemia, dizem lojistas

Em entrevista à Jovem Pan News, o presidente da associação de lojistas da 25 de Março, que fica em São Paulo, Marcelo Mouawad, afirmou que, mesmo com fim das restrições, os comércios da rua ainda não se recuperaram das perdas com a pandemia da Covid-19. “Entre uma 25 de Março vazia, da pandemia, e uma 25 de Março lotada, pré-pandemia, daquele sábado de antes do dia das crianças ou Natal, tem uma grande diferença. A 25 de Março ainda não conseguiu retomar o pré-pandemia como muitos setores têm reclamado. Um ou outro setor já chegou, graças a Deus. Mas a jornada de vir passar um dia na 25 de Março foi afetada pelo hábito durante a pandemia. Alguns números que a gente vê do comércio, a 25 ainda não chegou. A gente ainda está um pouco atrás, porque o consumidor tem que ter mudado a rotina dele de volta, vir aqui almoçar, passar o dia inteiro, procurar o estacionamento, ou vir de metrô, então a gente ainda está um pouco atrás de alguns números positivos que a gente vê do mercado”, afirmou.

“Não é um ano fácil, é desafio pra todo mundo, mudança, e-commerce, mix, preço, inflação. Estamos tentando adequar as lojas. Todo mundo aqui tem esse DNA, de correr atrás com o melhor produto e melhor preço, e adequar a nova demanda da população. Mas não está sendo simples, nada simples”, completou Marcelo. “O que a gente tem medido na 25 [de Março] é o período de compra, o tempo que a pessoa dedica a uma compra. Se já chegou a ser de seis horas antes da pandemia, em média hoje é de uma hora e meia. A pessoa vai naquela loja [específica] em que ela quer comprar, dá uma andada rápida, não come nada e vai embora. Antes, a pessoa vinha, depois de fazer a compra principal, ia comer um negócio, depois dava mais uma andada, entrava em mais duas ou três lojas, comprava. O período está muito menor neste momento”, disse o representante dos comerciantes da rua de comércio popular.

Marcelo ainda falou que muitos imóveis do local estão com espaços vazios, para alugar, algo que, segundo ele, não era comum antes da pandemia. “Sábado é um dia cheio, mas ainda não cheio quanto a gente estava acostumado. A gente vê uma retomada, graças a Deus, mas ainda não é o que a gente precisa e o que a gente estava acostumado. Está todo mundo redimensionando”, finalizou.


Fonte: Jovem Pan

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