Lula ataca Bolsonaro e defende diminuição do preços dos combustíveis ‘na canetada’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegou nesta terça-feira, 8, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é um ‘fanfarrão’ por não alterar a política de preços da Petrobras ‘na canetada’. O petista alegou que a mudança realizada no governo de Michel Temer, que instaurou a política de Preço de Paridade Internacional (PPI), foi aprovada através de uma decisão do então presidente da Petrobrás e que, por isso, a alteração deveria ter sido realizada da mesma maneira. “Nós estamos agora para votar um projeto de lei no Congresso Nacional para reduzir o ICMS no máximo a 17%, que é o preço que o governo quer estabelecer. Parece bonito, parece bom, parece que o governo está preocupado com o povo brasileiro, mas o aumento da gasolina ao preço internacional não foi feito com votação no Congresso, foi uma canetada do Pedro Parente (ex-presidente da Petrobras durante a gestão Temer). Portanto, se foi uma canetada para aumentar o preço do combustível no Brasil ao preço internacional, para você tirar também pode ser uma canetada”, alegou o pré-candidato ao Planalto.

O líder nas pesquisas para as próximas eleições presidenciais também atacou o atual chefe do Executivo e disse que Bolsonaro ‘cria uma farsa’ ao culpar governadores pela atual crise nos combustíveis. “Todos os presidentes da República deste país, civis e militares, brigaram para que o Brasil fosse autossuficiente em petróleo. Na hora que a gente conquista a autossuficiência, ao invés da gente ser soberano com nosso petróleo, ao invés da gente refinar 100% do nosso combustível e vender a preço de real, preço abrasileirado, porque a produção é em real, a gente se subordina às empresas que estão importando gasolina”, argumentou. Lula também disse que o atual presidente “blefa” ao levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro. “Joga desconfiança na religião, nas urnas, no STF, na Câmara, no Senado; ou seja, é um cidadão cuja única coisa que permeia a vida dele, que ele acredita, são as mentiras que conta”, classificou.


Fonte: Jovem Pan

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