Hackers russos são afetados pelas sanções da Guerra na Ucrânia

As sanções aplicadas contra a Rússia por causa da invasão à Ucrânia, cujos efeitos estão começando a aparecer na economia local, também afetaram diversos grupos de criminosos virtuais do país. É o que aponta um relatório da Flashpoint divulgado na quinta-feira (21).

Essas restrições impostas por várias nações levaram os hackers russos a procurar alternativas para sacar ou manter em segurança as quantias e criptomoedas roubadas durante os ataques, de acordo com a plataforma especializada em segurança cibernética. Os problemas começaram com as sanções bancárias e o bloqueio do sistema de pagamentos SWIFT.

Na sequência, foram suspensos os serviços de transferência direta de valores como Western Union e MoneyGram, utilizados para receber dinheiro das vítimas. Outro duro golpe contra as organizações foi a derrubada da Hydra Market, plataforma da dark web usada para a lavagem de dinheiro.

Os criminosos virtuais estão com dificuldade para lavar as criptomoedas obtidas durante campanhas maliciosas.Fonte:  Shutterstock 

Houve ainda sanções contra a exchange de criptomoedas Garantex, igualmente utilizada na lavagem de fundos, e a recente proibição da Binance, impedindo a realização de transações e investimentos por usuários russos. Mais restrições não estão descartadas, podendo afetar até mesmo as operações de mineração de criptomoedas na Rússia.

Alternativas disponíveis

Com o cerco se fechando na terra natal, os cibercriminosos russos têm procurado alternativas disponíveis na China, principalmente, de acordo com a investigação. No entanto, serviços como os cartões da UnionPay também podem entrar na onda das sanções nas próximas semanas, se tornando um problema em breve.

Dessa forma, os hackers russos estão buscando soluções na dark web de países como Armênia e Vietnã, que não aderiram às sanções contra os bancos do país administrado por Vladimir Putin. O uso de carteiras criptografadas menos famosas e o investimento em ouro são outras soluções.

Apesar das dificuldades, os especialistas alertam que as atividades dos cibercriminosos da Rússia, principalmente dos grupos mais sofisticados, não foram paralisadas.

Veja a postagem original em: TecMundo

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