Governo de SP reclama de falta de recursos da Lei Rouanet para a Cultura

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB) participou neste sábado, 8, de um evento na Pinacoteca, na capital paulista. A cerimônia homenageou o escritor português José Saramago, que ganhou um complexo dentro do Museu da Língua Portuguesa. Também estiveram presentes no evento autoridades de Portugal, Angola e outros países que professam o mesmo idioma. Garcia destacou a importância do local e anunciou que o governo paulista e a cidade de Coimbra assinaram um protocolo para a criação de um novo polo do museu no país europeu. “O museu é fundamental para que a gente possa relembrar a nossa história e, principalmente, celebrar a nossa língua”, afirmou o governador.

Ao ser questionado sobre a ajuda do governo federal, o secretário de Cultura, Sergio Sá Leitão, disse que historicamente o Executivo nacional é um grande parceiro do setor, mas aproveitou o momento para pedir mais verbas oriundas da Lei Rouanet, que, segundo ele, foram quase paralisadas desde o ano passado. “Historicamente o governo federal vem contribuindo com a Cultura de São Paulo, sobretudo no que diz respeito ao incentivo fiscal previsto na lei federal de incentivo à cultura em São Paulo, a Lei Rouanet. Então nós temos recursos incentivados em todas as nossas quase 70 instituições culturais. Infelizmente, a lei foi quase paralisada pelo governo federal desde o ano passado. Nós já começamos a sentir neste ano o impacto, o prejuízo, que isso causa para a Cultura do Estado”, declarou. O evento faz parte das comemorações da semana internacional da língua portuguesa.

Garcia exaltou a importância de Saramago para o idioma e os cidadãos dos países irmãos. “Fico feliz também de estar aqui inaugurando a exposição de José Saramago, alguém que orgulha a língua portuguesa. Nós temos um pouco de Samarago aqui no nosso país. Um pouco não, muito. Isso nos deixa feliz, porque, nesse conto da ‘Ilha Desconhecida’, Saramago instiga o ser humano a buscar e correr atrás de seus sonhos. Coisa que nós, aqui no Brasil, lá em Portugal, em Cabo Verde, fazemos todos os dias. Efetivamente, nós só precisamos de nós mesmos para transformar o nosso sonho em realidade”, finalizou.

*Com informações da repórter Carolina Abelin


Fonte: Jovem Pan

Compartilhe