Fio injetável pode evitar mortes causadas por arritmia cardíaca

Durante uma reunião da Sociedade Americana de Quimica, nos Estados Unidos, foram apresentados resultados sobre um novo método que pode salvar pacientes com arritmia cardíaca. Os pesquisadores criaram um tipo de fio injetável para substituir os procedimentos tradicionais na veia coronária e oferecer mais tranquilidade aos doentes.

Em alguns casos de doenças coronárias, os pacientes devem realizar implantes de desfibrilador que detectam arritmias graves e enviam choques para corrigir os batimentos do coração. Em outro caso, por exemplo, é possível usar um eletrodo de metal fino na veia, contudo, muitos pacientes possuem coronárias estreitas ou têm oclusões parciais que tornam esse processo impossível. Por isso, a ideia dos fios injetáveis é oferecer uma opção menos invasiva e mais funcional.

O marcapasso tradicional é usado para regular os batimentos do coraçãoFonte:  Shutterstock 

A tecnologia dos fios injetáveis

Os fios injetáveis foram desenvolvidos a partir de dois componentes: poli(éter uretano diacrilamida), responsável por criar um plástico não tóxico; e N-acriloil glicinamida, que liga as moléculas do plástico. Então, quando os dois componentes líquidos se encontram, eles criam um plástico endurecido e flexível.

Na pesquisa, os médicos tiveram resultados positivos ao  realizar o procedimento nas veias coronárias de porcos vivos. Eles inseriram um cateter ultrafino com uma divisão dos dois líquidos na veia coronária dos porcos, então, os componentes foram liberados e o cateter removido. “Funcionou da primeira vez. Foi realmente emocionante”, disse à revista Science a engenheira de biomateriais da Universidade do Texas (Estados Unidos) Cosgriff-Hernandez, uma das autoras do estudo.

Os médicos realizaram testes e confirmaram que os fios eram condutores de energia, estavam estáveis e não eram tóxicos.  Inclusive, eles conectaram o fio em um marcapasso cardíaco tradicional alimentado por bateria e tiveram resultados positivos.

Apesar de acreditar que os fios injetáveis podem salvar vidas, a equipe diz que está longe de realizar testes em humanos e precisará de mais tempo para provar que eles são estáveis e seguros a longo prazo.

Veja a postagem original em: TecMundo

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