Ex-ministro de Lula, Mangabeira Unger recusa petista como opção eleitoral: ‘Tragédia que não podemos aceitar’

Nesta quarta-feira, 18, o programa Pânico recebeu o filósofo Roberto Mangabeira Unger. Ex-ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Mangabeira lamentou um possível cenário de segundo turno entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. “Temos agora dois candidatos que estão no primeiro plano, Bolsonaro e Lula. Bolsonaro se refugiando numa política teatral, numa simbologia moral nos atalhos falsos. Lula propondo uma volta ao interior, chama os banqueiros para governar o país e distribui a sobra para os pobres. Resultado: o Brasil empobreceu, há décadas que o Brasil não cresce. Isso é uma tragédia que não podemos aceitar”, afirmou. O político defendeu a participação popular na política nacional e referenciou Leonel Brizola. “Acho que nós temos que encontrar uma maneira de engajar a maioria trabalhadora e pobre do país nessa discussão real. A maioria está na posição que meu amigo e aliado Brizola descrevia.”

Como alternativa, Mangabeira Unger defende a candidatura de Ciro Gomes (PDT). “O Ciro entende que o grande problema do Brasil, agora, é nossa desqualificação. Nós estamos num primitivismo produtivo e educacional. Essa é a tragédia do Brasil. Nós temos uma nação que transborda vitalidade, energia empreendedora e cultural, mas nós negamos à grande maioria de nossos cidadãos os meios”, disse. Para uma mudança econômica e social efetiva, o mentor de Ciro Gomes aposta no investimento tecnológico. “Temos agora que qualificar o aparato produtivo do Brasil e qualificar os brasileiros por um ensino analítico e capacitador. Esse é o nosso programa central. O Brasil é muito rico em recursos naturais, agricultura, mineração e pecuária, e nós nos refugiamos nessas riquezas fáceis da natureza para substituir as riquezas difíceis da inteligência. Esse é o problema central e é sobre isso que foca a candidatura de Ciro”, concluiu.


Fonte: Jovem Pan

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