Estudo do CDC aponta eficácia de terceira dose de vacina contra ômicron

Estudo incluiu períodos em que variantes delta e ômicron foram predominantes| Foto: Bigstock

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostra que uma dose de reforço com vacinas contra a Covid-19 de RNA mensageiro chega a ser 90% eficazes contra hospitalizações causadas pelas variantes delta e ômicron do coronavírus. No Brasil, o imunizante da Pfizer/BioNTech utiliza a tecnologia.

Foram analisados 222.772 atendimentos em 383 unidades de urgência e emergência, além de 87.904 casos atendidos em 259 hospitais de 10 estados norte-americanos entre 26 de agosto de 2021 e 5 de janeiro de 2022. Os dados foram divididos entre o período anterior e posterior à ômicron tornar-se predominante (mais de 50% dos vírus sequenciados) em cada local.

De acordo com os pesquisadores, durante a predominância da variante delta, a eficácia da vacina na prevenção de hospitalizações foi de 90% a partir de 14 dias após a segunda dose da vacina. Depois de 180 dias, no entanto, a eficácia caía para 81%, mas voltava a 94% 14 dias após a dose de reforço. Para os casos atendidos em unidades de urgência e emergência, os indicadores foram, respectivamente, de 86%, 76% e 94%.

Já a partir de meados de dezembro, quando as infecções por ômicron se tornaram majoritárias, a eficácia da vacina contra hospitalizações era de 81% 14 dias após a segunda dose, de 57% passados 180 dias, e de 90% depois da terceira vacina. Já nos quadros analisados em unidades de urgência e emergência, as estimativas ficaram em 52%, 38% e 82%, respectivamente.

Três estudos recentes feitos em Israel já haviam demonstrado o aumento da imunização com uma terceira dose na prevenção da variante delta da Covid-19, mas ainda não havia sido feita análise semelhante desde a predominância da variante ômicron.

“Todas as pessoas não vacinadas devem ser vacinadas o mais breve possível. Todos os adultos que receberam vacinas de RNA mensageiro durante a série inicial de vacinação devem receber uma terceira dose quando elegíveis, e as pessoas elegíveis devem manter-se em dia com as vacinas contra a Covid-19”, dizem os autores do estudo.

Apesar disso, eles destacam algumas limitações do trabalho. Não estão incluídos no estudo, por exemplo, visitas ambulatoriais associadas à Covid-19 ou casos não atendidos clinicamente. Além disso, o desempenho da terceira dose é limitada ao período de até 44 dias. Os resultados também não podem ser generalizados para toda a população dos Estados Unidos e de outros países.

Proteção por infecção natural

Nesta semana, outro estudo do CDC mostrou que a infecção prévia com o coronavírus confere proteção que atua em sintonia com a imunidade obtida pelas vacinas.

Na comparação com o grupo sem proteção, os que tinham só proteção vacinal tiveram um risco 20 vezes menor de pegar covid, o que demonstra a proteção conferida pela vacina. Este risco foi de sete a dez vezes menor entre os que tinham imunidade natural, e de oito a dez vezes menor entre os vacinados com infecção prévia. Esses resultados se referem ao início de maio, antes de a variante delta ser prevalente.

Fonte: Gazeta do Povo
Podcast O Papo É com Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo

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