Escassez e racionamento de diesel atingem 19 províncias argentinas

A Argentina planeja importar diesel para aliviar a escassez
que afeta transportadores de cargas em várias províncias do país, disseram
fontes oficiais nesta quarta-feira (1º).

O chefe de Gabinete da presidência, Juan Manzur, disse em
uma entrevista coletiva que o governo “vai garantir” o abastecimento desse “insumo
estratégico”.

Após conversar com o secretário de Energia, dirigentes da
petroleira estatal YPF e o ministro de Economia, ele ressaltou que “há a
vocação e a decisão de importar mais óleo diesel”.

Segundo a Federação Argentina de Empresas de Transporte
Rodoviário de Cargas (Fadeeac), o desabastecimento dura mais de dois meses e a situação
mais crítica está no centro e no norte do país.

“Não podemos trazer a colheita a tempo, nem o gado ou os
alimentos. A indústria em geral começará a sentir as consequências. O
combustível é um elemento essencial para poder realizar nosso trabalho. Mais de
90% da economia argentina se desloca de caminhão”, explicou o presidente da
Fadeeac, Roberto Guarnieri, em um comunicado.

A Fadeeac revelou que oito províncias – Jujuy, Salta,
Formosa, Tucumán, Misiones, Corrientes, Entre Ríos e Santa Fé – sofrem com “muito
pouco ou nenhum abastecimento nos postos de serviço”, enquanto em sete
províncias – Chaco, Santiago del Estero, Córdoba, San Juan, Mendoza, Buenos
Aires e cidade de Buenos Aires – o abastecimento está racionado para 20 litros
por unidade.

Outras três províncias – Catamarca, La Rioja e San Luis –
aceitam entre 21 e 50 litros por unidade, e a de La Pampa aceita de 51 a 100
litros. Já as províncias do sul do país não têm problemas de abastecimento.

Guarnieri acrescentou que o problema é “gerado pela falta de
divisas e pela dificuldade de avançar rapidamente nas políticas necessárias”.

“Há várias semanas, centenas de caminhões da Bolívia vêm ao porto de Campana para buscar o combustível que seu país importa. Quando se paga, o combustível está disponível. Enquanto isso, na Argentina, temos caminhões parados na beira da estrada, por falta de diesel”, explicou, alertando para risco de desabastecimento na economia argentina em geral nas próximas semanas.

Fonte: Gazeta do Povo
Podcast O Papo É com Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo

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