Em vídeo, Valdemar defende Flávia Arruda: ‘Temos que resolver internamente’

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, divulgou um vídeo a filiados da sigla, nesta quarta-feira, 5, defendendo a ministra da Secretaria de Governo (Segov), Flávia Arruda, deputada federal licenciada e integrante da legenda. A auxiliar presidencial se tornou alvo de um processo de fritura de parlamentares do Centrão, que cobram o cumprimento de acordos e a liberação de emendas prometidas ainda para 2021. Na gravação, obtida pela Jovem Pan, Costa Neto diz que o “problema” não poderia estar sendo “enfrentado pela imprensa”.

“Essa semana enfrentamos um problema inesperado: uma crítica de um companheiro nosso do Centrão à nossa deputada Flávia Arruda, ministra da Secretaria de Governo, um exemplo de trabalho para todos nós. Enfrentamos um problema que não poderíamos ter enfrentado pela imprensa. Por quê? Nós, que fazemos parte da base do governo, temos que resolver os nosso problemas entre nós. Quando chega à imprensa, eles colocam ‘o Centrão quer a saída da Flávia’. O Centrão não quer a saída da Flávia, porque eu não vi uma manifestação do Arthur Lira, do Ciro Nogueira, nossa. Pelo contrário. Nós queremos que a Flávia continue, porque ela fez o que pôde fazer. Dinheiro vai faltar sempre”, afirma o dirigente partidário na gravação de pouco mais de dois minutos.

Como a Jovem Pan mostrou, em mensagem enviada ao grupo de WhatsApp de lideranças partidárias, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que liderou a bancada da sigla no último ano, afirmou que passaria a defender a demissão de Flávia Arruda. Sob reserva, integrantes do PL e do PP, que compõem com o Republicanos o tripé que dá sustentação ao governo Bolsonaro no Congresso, disseram à reportagem que a ministra “tem deixado a desejar”. O entorno da parlamentar licenciada, porém, minimiza a pressão e afirma que as críticas têm sido individuais.

No vídeo, Costa Neto não cita nominalmente nenhum parlamentar, mas afirma que “o pessoal fica muito valente quando o Bolsonaro não está aqui”. “Bolsonaro estava internado, não seria o momento de partirmos para uma discussão pública. Isso ficou colocado de uma maneira deselegante. Temos que tocar a nossa vida para a frente e resolver os nossos problemas, mas não na imprensa. Esses problemas temos que resolver internamente, porque isso não é a maioria. Ela [Flávia Arruda] recebeu a maioria do apoio de todos os líderes da Câmara. Então, temos que nos entender. Esse é o grande problema nosso: temos que nos entender. Espero que, com a volta do Bolsonaro, o pessoal perca um pouco da valentia”, segue o cacique do PL.


Fonte: Jovem Pan

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