Em discurso à Grécia, Zelensky dá palavra a soldado do batalhão de Azov

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discursou ao Parlamento grego nesta quinta| Foto: Reprodução Instagram Volodymyr Zelensky

Durante discurso proferido nesta quinta-feira (7) no Parlamento da Grécia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cedeu a palavra a um soldado grego-ucraniano que luta em Mariupol.  O combatente se identificou como integrante do batalhão neonazista Azov, o que provocou revolta de presentes na audiência legislativa.

O vídeo foi exibido no meio do discurso de Zelesnky, que quis mostrar o testemunho de um cidadão grego-ucraniano. Durante a fala, o soldado disse ao plenário que tem origem grega e que seu avô “havia lutado contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial”. Contudo, pouco depois, ao se referir à situação de Mariupol, reconheceu que faz parte do batalhão Azov, um regimento da Guarda Nacional da Ucrânia, que foi fundado como grupo paramilitar nacionalista no início do conflito na região do Donbass.

O Syriza, principal partido de oposição à esquerda ao
governo da Grécia, classificou a aparição do combatente do batalhão Azov como
“inaceitável”. Quatro deputados da legenda, inclusive, abandonaram o
plenário logo depois que o homem se identificou.

Fontes próximas ao presidente do Parlamento grego, Kostas
Tasulas, afirmaram à imprensa local que ele havia sido informado que seriam
reproduzidos vídeos de combatentes de Mariupol, mas sem detalhes sobre quem
eles seriam.

O partido comunista KKE, que, de antemão decidiu não
acompanhar o discurso de Zelensky, por considerar que o governo da Ucrânia
legitimou a propaganda nazista e “integrou o regimento Azov organicamente
ao exército, polícia e estruturas estatais”, indicou que a fala durante o
discurso “justifica a postura que adotou” na sessão.

O partido Nova Democracia, da situação, também reagiu internamente à presença de um combatente neonazista. Segundo a imprensa grega, o ex-primeiro-ministro Antonis Samaras, membro da ala conservadora da legenda, classificou a aparição como “grave erro”.

Fonte: Gazeta do Povo
Podcast O Papo É com Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo

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