Dólar vai a R$ 4,71 na maior alta diária desde fevereiro com cautela global; Bolsa cai

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro aprofundaram as perdas nesta quarta-feira, 6, com o clima de cautela global após os Estados Unidos e aliados da Europa anunciarem novas sanções à Rússia. Os investidores também analisam a indicação de aceleração na alta dos juros norte-americanos e os efeitos na desaceleração da maior economia do globo. Pressionado pela aversão ao risco, o dólar fechou com alta de 2%, a R$ 4,715 — o maior salto diário da moeda desde o fim de fevereiro. A divisa encerrou a véspera com alta de 1,1%, a R$ 4,659. Impactado pelo cenário externo, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, encerrou com recuo de 0,55%, aos 118.227 pontos. O pregão desta terça-feira, 5, fechou com retração de 2%, aos 118.885 pontos.

Membros do Federal Reserve (Fed) indicaram que vão subir a taxa de juros em 0,5 ponto percentual no encontro agendado para maio. A informação consta na ata da última reunião do Federal Open Market Committee (FOMC), que encerrou no mês passado com a alta de 0,25 ponto percentual. O movimento ocorre em meio ao maior patamar para a inflação ao consumidor nos últimos quarenta anos e com novas pressões com as sanções impostas à Rússia. A alta já leva a indicações de recessão nos EUA em reflexo da desaceleração causada pela escalada dos juros. O Deutsche Bank foi a primeira grande instituição a alertar para a retração econômica entre o fim de 2023 e início de 2024.

Os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram novas sanções contra a Rússia. Os norte-americanos proibiram novos investimentos na Rússia, bloquearam as principais instituições financeiras públicas e privadas da Rússia, Sberbank e Alfa Bank e colocaram sanções a funcionários do governo russo e seus familiares, incluindo as duas filhas adultas de Vladimir Putin, a qual afirmam que escondem a riqueza do presidente russo, e a esposa de Sergey Lavrov. O Reino Unido informou que vai parar de importar carvão e petróleo russo. O quadro derrubou as principais Bolsas do mundo. Na Europa, o Stoxx 600, que reúne companhias de todo o continente, recuou 1,5%, enquanto o alemão DAX registrou queda de 1,9% e o britânico FTSE caiu 0,3%. O clima nos Estados Unidos também é negativo, com destaque para o tombo de 2,2% na Nasdaq. Dow Jones tinha recuo de 0,4% e o S&P 500 de 1%.


Fonte: Jovem Pan

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