Dev da criptomoeda Ethereum é preso por ajudar Coreia do Norte

Depois de se declarar culpado em setembro do ano passado, o desenvolvedor americano Virgil Griffith foi condenado, na terça-feira (12), a 63 meses de prisão por prestar serviços de consultoria à Coreia do Norte sobre o funcionamento dos serviços de criptomoedas e tecnologia blockchain. O profissional é acusado de infringir a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA) e a Ordem Executiva 13466.

As disposições legais proíbem a exportação de qualquer tipo de bem, serviço ou tecnologia para a Coreia do Norte sem uma licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA. No tribunal, o Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, Damien Williams, afirmou não haver dúvidas “de que a Coreia do Norte representa uma ameaça à segurança nacional de nossa nação”.

De acordo com o procurador, o próprio Griffith admitiu no tribunal ter feito o que fez para burlar as sanções contra a Coreia do Norte que se encontram em vigor para impedir que o país do leste da Ásia se transforme em uma potência nuclear. “A justiça foi cumprida com a sentença proferida hoje”, celebrou Willians.

O que fez Virgil Griffith?

Fonte: Joe Hall/Flickr/Reprodução.Fonte:  Joe Hall/Flickr 

Virgil Griffith trabalhava como desenvolvedor de projetos especiais e cientista de pesquisa para a Fundação Ethereum em 2019, quando decidiu viajar de Singapura para Pyongyang, para participar de uma Conferência de Blockchain e Criptomoedas na capital norte-coreana, mesmo tendo sua permissão para a viagem negada pelo Departamento de Estado dos EUA.

Conforme o tribunal, Griffith não apenas compareceu ao evento proibido, como prestou informações, durante a conferência, sobre formas como a Coreia do Norte poderia utilizar a tecnologia cripto para lavar dinheiro e driblar às sanções impostas pelos EUA. O desenvolvedor falou particularmente sobre “contratos inteligentes”, que permitem a criação de aplicações descentralizadas e tokens.

Após cumprir 63 meses de prisão, Griffith passará três anos em liberdade condicional.

Veja a postagem original em: TecMundo

Compartilhe