Como é ter varíola de macacos? Leia relato de infectado pela doença

Desde o início de 2022, casos de varíola dos macacos vêm sendo registrados ao redor do mundo; o Ministério da Saúde já confirmou 80 casos espalhados pelo Brasil até esta quarta-feira (06). Recentemente, um rapaz norte-americano de 30 anos, detalhou em um relato pessoal sobre como é ser infectado pela varíola dos macacos.

No dia 17 de junho, Matt Ford se encontrou com um amigo infectado e foi exposto à doença através de contato pele a pele. Pouco depois, o rapaz foi até um médico e recebeu o teste positivo para a doença.

“As coisas realmente aumentaram naquele fim de semana. Eu estava suando muito a ponto de meus lençóis ficarem encharcados. As manchas começaram a aparecer em outras partes do meu corpo, incluindo meu rosto”, comenta Ford em seu relato ao site SELF.

“Eu tenho varíola dos macacos atualmente e essa merda não é absolutamente nenhuma brincadeira. Se você está em Nova York e pode tomar a vacina, vá”, disse Ford em mensagem publicada no Twitter.

Varíola dos macacos no mundo

Nesta última terça-feira (5), a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que já foram confirmados 5.322 casos de varíola dos macacos ao redor do mundo, representando um aumento de 55,9% em relação ao último relatório publicado — oito dias antes, foram registrados 3.413 casos.

Segundo a OMS, a maioria dos casos registrados envolve relações sexuais entre homens, contudo, outros grupos também estão em risco. Por enquanto, a maior parte dos casos aconteceu na Europa. O primeiro caso de um brasileiro infectado com a doença foi confirmada após ele entrar em contato com pessoas que viajaram para a Espanha.

Além do contato pele a pele, a varíola dos macacos também pode ser transmitida através do contato direto com sangue, mucosas, fluídos corporais, e contato com animais infectados como roedores e primatas.

Recentemente, o Ministério da Saúde disse que está trabalhando ao lado da OMS para adquirir vacinas contra o vírus para, possivelmente, vacinar a população do grupo de risco e pessoas que entraram em contato com infectados.

Como é ter varíola de macacos?

Em seu relato, Matt Ford afirma que após saber que teve contato com uma pessoa infectada, fez uma varredura pelo seu próprio corpo, e já encontrou manchas na área íntima. “Elas se pareciam exatamente com as fotos da varíola dos macacos no site dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Elas se assemelham a espinhas ou pelos encravados no início, mas as manchas pareciam diferentes o suficiente para eu saber que não eram espinhas”, disse o jovem ao SELF.

Segundo Ford, não demorou para aparecer sintomas intensos de gripe, como febre e tosse. “Eu descreveria a sensação como uma dor incômoda e crônica que se transformava em choques de dor intensa se eu me movesse na direção errada. Não tenho certeza se experimentei algo parecido”, afirmou.

Até que os sintomas diminuíssem, passaram-se cerca de 13 dias, de acordo com o relato de Ford. “Os sintomas de gripe desapareceram completamente, e estou apenas lidando com as manchas agora. Felizmente, a maioria das manchas já se tornaram pústulas e crostas. Parece que estou no fim das coisas agora, mas mesmo nos últimos dias, novos pontos apareceram. No total, contei mais de 25 lesões em todo o meu corpo”, disse Ford concluindo seu relato.

Veja a postagem original em: TecMundo

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