Colômbia classifica como ‘cínicas e irresponsáveis’ acusações de Maduro ao governo de Duque

O governo da Colômbia, do presidente Iván Duque, rejeitou neste domingo as “acusações mentirosas, cínicas e irresponsáveis” do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de que a Colômbia supostamente ativa planos para afetar a infraestrutura elétrica e atacar personalidades daquele venezuelanas. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia se pronunciou em um comunicado no qual define a posição do país depois que Maduro disse que o governo de Duque “continua ativando planos, temos as informações em mãos, para ataques terroristas contra o sistema elétrico venezuelano, ataques terroristas contra personalidades e líderes políticos e militares da Venezuela“.

“Como de costume, mais uma vez o ditador Maduro lança cortinas de fumaça acusando o governo da Colômbia de supostas ações contra a Venezuela, um país que nós colombianos e nosso governo respeitamos e amamos profundamente. Essas acusações não têm fundamento”, diz o comunicado. Maduro, no passado, já acusou o presidente Iván Duque de estar por trás dos ataques que supostamente foram perpetrados contra as refinarias e o sistema elétrico da Venezuela. O documento da Chancelaria colombiana acrescenta que o objetivo do presidente venezuelano é “tentar desviar a atenção da delicada situação política, econômica, social e de violação dos direitos humanos na Venezuela”.

Além disso, acrescenta que “esta cortina de fumaça sai precisamente hoje [sábado], quando o mundo sabe da presença, e possivelmente da morte em território venezuelano de Iván Márquez”. Sobre o assunto, o presidente Duque afirmou que as autoridades estavam verificando informações sobre a suposta morte na Venezuela do principal líder dos dissidentes das FARC, Luciano Marín Arango, vulgo “Iván Márquez”. Segundo a imprensa local, Márquez teria morrido em um ataque, em meio ao confronto que o grupo dissidente chamado “Segunda Marquetalia” tem com grupos criminosos pelo controle do narcotráfico na fronteira da Colômbia com a Venezuela.

*Com informações da EFE


Fonte: Jovem Pan

Compartilhe