‘Brasil tem estoque de diesel para 50 dias, sem precisar importar’, diz Sachsida

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta terça, 12, que o Brasil está preparado para o caso de uma escassez mundial de óleo diesel, por ter um estoque garantido para ao menos 50 dias do combustível. “Se acontecer alguma coisa no mundo e não se puder mais importar petróleo, o Brasil tem 50 dias de diesel. Ou seja, estamos bem preparados e posicionados, monitorando a evolução do cenário mundial”, afirmou o ministro, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mostrando documentos da pasta que comprovam o estoque.

Sachsida relatou que, depois do começo do conflito entre Rússia e Ucrânia, houve não apenas o aumento do preço do petróleo, mas um descolamento entre o Brent e o diesel. “A dificuldade de refino do petróleo tem gerado uma pressão grande de aumento do custo do diesel”, argumentou. A demanda global pelo diesel aumentou após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e o corte no fornecimento de gás russo para a Europa; além disso, os meses de junho, julho e agosto costumam ter mais consumo do óleo no Hemisfério Norte por causa das férias de verão e da safra agrícola.

Questionado sobre ações para reduzir o preço dos combustíveis, Sachsida disse que o governo não pode mexer na política de preços da Petrobras, que leva em conta o preço internacional do petróleo e a cotação do dólar. No entanto, afirmou que as medidas aprovadas no Congresso, como o limite do ICMS, ajudam a conter o efeito dos aumentos nos preços da commodity no exterior, e disse que o Ministério trabalha para aumentar a competitividade do etanol frente à gasolina. “Temos trabalhado em parceria com o Congresso e aprovamos a MP da venda direta de etanol. Com o aumento da competição no setor, conseguiremos abaixar um pouco o preço. Em Mato Grosso, já há resultados positivos dessa medida”, relatou. A medida provisória citada por ele permite que o etanol seja vendido diretamente por produtores e importadores aos postos, sem passar por distribuidores.


Fonte: Jovem Pan

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