#AstroMiniBR: conheça o telescópio maior do que o Coliseu de Roma

Todo sábado, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: O Telescópio Extremamente Grande!

Astrônomos profissionais costumar deter o título, com razão, de serem os mais criativos na hora de nomear coisas ou de inventar acrônimos. Muitas vezes o tiro sai pela culatra e a criatividade dá lugar a uma nomeação óbvia, como é o caso do ELT (Extremely Large Telescope, ou telescópio extremamente grande). Esse é um nome que faz jus ao seu significado: trata-se um observatório astronômico, atualmente em construção, que será o maior telescópio óptico/infravermelho do mundo! O telescópio faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO), e está localizado no topo do Cerro Armazones, no deserto de Atacama, no norte do Chile. O telescópio refletor possuirá um espelho primário de 39,3 metros de diâmetro, um espelho secundário de 4,2 metros de diâmetro e contará com um suporte avançado de óptica adaptativa e diversos outros instrumentos científicos. Desse modo o ELT será capaz de coletar 100 milhões de vezes mais luz do que o olho humano e até 13 vezes mais luz do que os maiores telescópios ópticos existentes! Tudo isso para estudar desde as primeiras galáxias formadas no Universo até os buracos negros supermassivos de hoje.

#2: Você sabe o que são os Pontos de Lagrange?

Os Pontos de Lagrange são regiões no espaço onde as forças gravitacionais de um sistema de dois corpos como o Sol e a Terra, por exemplo, produzem posições aprimoradas de atração e repulsão. Em outras palavras, são lugares no espaço onde os objetos enviados tendem a permanecer no mesmo lugar. Nos pontos de Lagrange, a atração gravitacional de duas grandes massas é exatamente igual à força centrípeta necessária para que um pequeno objeto se mova com elas. Por conta disso, esses pontos no espaço podem ser usados por espaçonaves para reduzir o consumo de combustível necessário para permanecer naquele lugar. Nomeados em homenagem ao matemático Josephy-Louis Lagrange, existem cinco pontos de Lagrange ao qual um pequeno corpo pode orbitar em um padrão constante em um sistema de dois corpos. O Telescópio Espacial James Webb (JWST), lançado em 25 de dezembro, está previsto para ficar em um destes pontos, chamado L2!

#3: E falando no Telescópio Espacial James Webb…

Os atrasos no lançamento não foram à toa. O JWST tem completado com sucesso todas as fases esperadas desde o seu lançamento e mantém um excelente curso em direção ao seu destino final: o segundo ponto Lagrangiano (L2) a 1,5 milhão de quilômetros de distância da Terra. A implantação do espelho secundário indica que agora o JWST é, de fato, um telescópio, uma vez que se o espelho secundário não fosse acionado, ele não seria capaz de passar luz através dos seus instrumentos e a missão chegaria praticamente ao fim. Mesmo com todo os sucessos até agora, não há muito tempo para descanso: mais três implantações principais são necessárias para completar o comissionamento inicial de Webb e são esperados até o final desta semana!

#4: Quão grande é o Sol?

Certamente, em algum momento da sua vida, você já fez essa pergunta. Embora o disco solar aparente ser relativamente pequeno no céu, esse efeito deve-se apenas à distância que estamos da nossa estrela: impressionantes 150 milhões de quilômetros, em média! O Sol, uma estrela considerada mediana para as populações estelares do Universo, não deixa de impressionar quando comparada aos corpos do Sistema Solar. Ele representa a maior parte absoluta da massa total do sistema: se somássemos a massa de todos os planetas, luas, asteroides, cometas, poeira e gás do Sistema Solar, isso resultaria em meros 0,14% do valor total. Além disso, o Sol é tão grande que nele seria possível colocar cerca de 1 milhão e 300 mil terras e ainda sobraria espaço! Não acredita? Bom, não é difícil fazer essa estimativa: pegue o volume do Sol e divida pelo volume da Terra e confira por si mesmo!

#5: Um eclipse solar visto de um avião!

Ver um eclipse solar certamente não é algo que se faz todo dia. Há muitos que, inclusive, passam uma vida inteira sem nunca ter a experiência. Agora imagina só ver um eclipse solar acima das nuvens?! Foi justamente isso que o fotógrafo Petr Horalék presenciou no último eclipse solar total de 4 de dezembro do ano passado. Ele conseguiu fazer o registro com uma grande angular e capturou detalhes para fazer uma composição da coroa solar além do que o olho humano é capaz de fazer sem o auxílio de instrumentos! Na fotografia é possível ver perfeitamente a projeção da sombra lunar nas nuvens a mais de 8 mil metros de altitude!

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