Arthur Lira rebate Lula: ‘Falar de semipresidencialismo como golpe é desconhecimento’

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PL-AL), rebateu críticas do ex-presidente Lula (PT). Anteriormente nesta terça, Lula havia dito que Lira tentava agir ‘como o Imperador do Japão’ e queria concentrar decisões sobre o orçamento da União na Câmara, e criticou o debate sobre o semipresidencialismo que ocorre em comissão da casa legislativa. “Falar de [semi] presidencialismo como golpe é desconhecimento ou má informação. Falar de mim sem me conhecer é má-fé”, disse o presidente da Câmara, antes de acrescentar que nunca tomou um café com o petista. “Nunca tive o prazer ou o desprazer de estar com ele”, comentou Lira.

Na sequência, o deputado argumentou contra as críticas de Lula. “[Ele] Não pode querer pautar, antes de ser eleito, o que este Congresso vai debater. Existe uma proposta para implementação [do semipresidencialismo] em 2030, se aprovado. Dizer que o Congresso não pode legislar sobre o orçamento, só quem vem com intenção de fazer ditadura no Brasil, só quem vem atrás de fazer sistemas totalitários no Brasil”, rebateu. “Posso ser comparado a imperador, mas nunca a ditador”, disse, e acrescentou que, como o Japão é uma monarquia constitucional, o Imperador do país não tem poder político, por isso Lula estaria demonstrando desconhecimento.

Lula afirmara que Lira buscava ser mais preponderante que o Poder Executivo, durante evento em que o partido Solidariedade confirmou o apoio ao PT nas eleições de 2022. “Temos que ter conhecimento de uma coisa, se a gente ganhar as eleições e o atual presidente da Câmara continuar com o poder imperial, porque ele já tá querendo criar o semipresidencialismo, ele já quer tirar o poder do presidente para que o poder fique na Câmara e ele aja como o imperador do Japão. Ele [Lira] acha que pode mandar inclusive administrando o orçamento. O orçamento é aprovado pela Câmara e pelo Congresso, mas tem que ser administrado pelo governo [federal] porque é pra isso que o governo é eleito. E é o governo que decide cumprir o orçamento aprovado em função da realidade financeira do Estado brasileiro”, afirmou o ex-presidente.


Fonte: Jovem Pan

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