Anel inteligente promete monitorar doenças crônicas

A empresa americana de tecnologia em saúde Movano está produzindo um smart ring, ou anel inteligente, capaz de monitorar doenças crônicas.

O dispositivo coleta informações de saúde, incluindo frequência cardíaca, sono e nível de oxigênio no sangue, e disponibiliza esses dados em um aplicativo para celular, ajudando a interpretar os sintomas do paciente.

Segundo a Movano, o smart ring, que tem mulheres como público-alvo, pode reduzir o risco de doenças crônicas por ter uma abordagem mais proativa. O aplicativo vai, por exemplo, dar sugestões de como transicionar para um estilo de vida mais saudável, mostrando como a prática de exercícios físicos pode impactar o sono e a frequência cardíaca.

A empresa pretende que o anel também faça medições não invasivas de glicose no sangue e de pressão arterial. Uma versão beta do dispositivo deve ser lançada no segundo semestre de 2022, com preço acessível, diz a empresa.

Anel é focado em mulheres e vinculado a aplicativo, que trará insights sobre como melhorar a saúdeFonte:  Movano 

O smart ring ainda não tem a aprovação da FDA, a agência reguladora americana. É comum que dispositivos médicos que prometem ser simples e facilmente utilizáveis demorem a ser autorizados pela agência, ou que nem sequer consigam aprovação.

Para essas tecnologias de saúde, as agências sanitárias ficam ainda mais atentas, já que casos de ferramentas promissoras que se provaram perigosas não são incomuns.

Em 2015, uma reportagem do The Wall Street Journal expôs a fraude de um dispositivo de testagem de sangue da Theranos, uma startup de tecnologia em saúde que chegou a valer 10 bilhões de dólares.

Uma agência de saúde americana constatou que o dispositivo representava um perigo imediato para o público, já que o laboratório da startup não obedecia a pré-requisitos de fabricação. Segundo a agência, o dispositivo poderia causar lesões graves e até mesmo morte.

No caso do smart ring da Movano, John Mastrototaro, diretor-executivo da empresa, afirmou ao site The Verge que o processo regulatório está sendo levado a sério e que sua experiência com a produção de outros dispositivos médicos é uma vantagem para conseguir a aprovação da FDA.

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