A nadadora trans Lia Thomas é uma trapaceira, ponto final

Lia Thomas, nadadora trans da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos| Foto: Divulgação

Se você quiser um exemplo do caos moral e intelectual que
caracteriza a época em que vivemos, há vários candidatos: “Ter menos polícia
leva à diminuição dos crimes violentos” é um deles. “Homens dão à luz” é outra.

No entanto, talvez o absurdo moral e intelectual mais óbvio de todos seja a noção de que Lia Thomas, membro da equipe feminina de natação da Universidade da Pensilvânia, ganhou de forma justa no recente confronto da equipe contra a equipe feminina de natação da Universidade Cornell.

Veja, Thomas era homem até dois anos atrás, quando anunciou
que na verdade é mulher. Bem, nem eu nem a maioria das pessoas justas nos
importamos se Thomas se considera uma mulher. Muitos de nós estamos até
preparados para se referir a Thomas como “ela” – especialmente se Thomas se
veste, age e se parece com uma mulher (só para constar, a maioria das pessoas
que assistem às entrevistas online de Lia e não sabem que Lia afirma ser mulher
presumem que estão assistindo a um homem).

Apesar disso, nenhuma pessoa imparcial pode aceitar que Thomas deve ter permissão para entrar em uma equipe de natação feminina e competir contra colegas de equipe femininas e contra outras equipes de natação feminina. O fato de Thomas desejar ser considerado mulher é totalmente irrelevante para a questão de saber se é justo para esse indivíduo competir com as mulheres.

No que diz respeito aos esportes, a biologia, não a
identidade de gênero, é tudo o que importa.

Se Thomas ou qualquer outro homem biológico puder competir contra as mulheres biológicas, os esportes femininos se tornarão inúteis e, portanto, desnecessários. A única razão pela qual os esportes femininos existem é para permitir que as mulheres disputem apenas contra outras mulheres — porque os homens têm vantagens físicas inatas em praticamente todos os esportes.

Desnecessário dizer que Thomas quebrou vários recordes de natação feminina da Universidade da Pensilvânia. Na vitória de Thomas no estilo livre de 1.650 metros, Thomas venceu a segunda colocada e companheira de equipe Anna Kalandadze por mais de 38 segundos. Isso significa que as mulheres que possuíam esses recordes não os possuem mais. Elas foram despojadas de seus recordes porque a Universidade da Pensilvânia, como outras universidades, permite que homens biológicos participem de equipes de natação femininas.

Essa é a decisão dos covardes da Associação Atlética Universitária Nacional 
(NCAA, em inglês) que decretaram que todas as equipes femininas, em todos os
esportes, devem permitir que os homens concorram nos esportes femininos. Tudo o
que um homem precisa fazer para competir com as mulheres é anunciar que é
mulher e tomar supressores de testosterona por um ano.

É revoltante que ativistas LGBTQ e virtualmente todos os jornalistas de esportes (um bando de ovelhas), e quase toda a esquerda afirmem que isso é justo. Manchete do jornal britânico The Independent, de esquerda: “Lia Thomas: Ativistas pelos direitos LGBT+ defendem a campeã de natação em meio a abusos transfóbicos”.

Os ativistas de esquerda que dirigem a Campanha de Direitos Humanos defenderam Thomas: “Viver sua verdade é um sentimento incrível e poderoso… Somos solidários com Lia e com todos os atletas que competem nos esportes que amam e em times compatíveis com sua identidade de gênero”.

Título de um artigo de Brooke Migdon, redator da equipe de esquerda do site The Hill: “A campeã de natação Lia Thomas é alvo de retórica transfóbica”. “A suposição de que nascer com um corpo masculino automaticamente dá às mulheres transgêneros uma vantagem quando competem com mulheres cisgênero não é bem fundamentada”, escreve Migdon, citando o NCAA.

A capacidade das pessoas de mentir para si mesmas é um fato
deprimente da vida. O fato é que esse problema não tem nada a ver com aceitação
trans ou “transfobia”. É uma questão puramente moral: isso é justo?

Como John Lohn, o raro editor honesto da revista Swimming World, escreveu no domingo:

“Apesar dos supressores hormonais que ela tomou, de acordo com as diretrizes da NCAA, a vantagem da puberdade masculina de Thomas não foi revertida em uma quantidade adequada …

O fato é que, por quase 20 anos, ela construiu músculos e se beneficiou da testosterona produzida naturalmente por seu corpo. Essa força não desaparece durante a noite, nem com o equivalente a um ano de supressores …

O que estamos afirmando é o seguinte: os efeitos de nascer um homem biológico, no que se refere ao esporte da natação, oferecem a Thomas uma vantagem nítida sobre as mulheres biológicas contra as quais ela está competindo. Ela é mais forte. É simples assim. E essa força é benéfica para sua braçada, nas curvas e para sua resistência. O doping tem o mesmo efeito”.

“O doping tem o mesmo efeito.” Leia isso algumas vezes e
deixe a injustiça penetrar.

Por causa da esquerda, estamos vivendo — não, estamos nos afogando — num oceano de mentiras. Se você já se perguntou por que seus amáveis e doces amigos da esquerda diferem de você, aqui está uma grande parte da resposta: eles não sabem o que nós sabemos.

Pesquise “Lia Thomas” no Google e você não encontrará um único resultado em nenhuma mídia convencional. Por exemplo, nenhum leitor do The New York Times ou do The Washington Post conhece o caso. Mas quem conhece, sabe que Lia Thomas é uma trapaceira.

Dennis Prager é colunista do Daily Signal, radialista e criador da PragerU.

© 2021 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.

Fonte: Gazeta do Povo
Podcast O Papo É com Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo

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