IBGE: 95% das cidades com transporte por ônibus não têm acessibilidade. No Recôncavo apenas Maragogipe tem veículos adaptados

95% das cidades baianas onde há ônibus municipais não estão de acordo com as determinações da Lei da Acessibilidade. Pelo menos até o ano passado não estavam. No Recôncavo Baiano, apenas o município de  Maragogipe informou possuir transporte adaptado para portadores de necessidades especiais.

O estudo foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) e divulgado na quinta-feira (5), integrando a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), referente ao ano de 2017.

Conforme a pesquisa, das 120 cidades baianas onde há ônibus municipais, apenas cinco informaram em 2017 que toda a frota de ônibus era adaptada: Feira de Santana, Irecê, Itabuna, Jacobina. Na Bahia, outras 36, incluindo Salvador, tinham a frota parcialmente adaptada e 79 não tinham nenhum veículo com acessibilidade.

Dentre os municípios que possuíam no ano passado, pelo menos, um ônibus com algum tipo de adaptação, segundo a pesquisa do IBGE, a mais comum era a plataforma elevatória veicular para acesso ao ônibus de piso alto, informada por 27 prefeituras, inclusive a da capital baiana, conforme o IBGE.

O levantamento aponta que as vans são o meio de transporte mais comuns nos municípios baianos: estão presentes em 85,1% das 417 cidades do estado. A presença das vans na Bahia, segundo a pesquisa, é a quarta maior do país, ficando muito acima da média nacional: no Brasil como um todo, pouco mais da metade (53,5%) dos 5.570 municípios dispunham de transporte por vans em 2017.

Por outro lado, apenas 34 cidades (8,2% do total) têm ciclovias, percentual abaixo da média nacional (14,3%). Apenas sete cidades informaram ter ciclovia e bicicletário público em 2017: Alcobaça, Canavieiras, Dias d’Ávila, Mata de São João, Prado, São Francisco do Conde e Salvador.

 

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