Alunos, professores e funcionários temem fechamento de escola em Santo Antônio de Jesus

Cristina Pita
cristinapita@bacidades.com.br

O fechamento do Colégio Estadual Antônio Olavo Galvão, em Santo Antônio de Jesus (a 190 km de Salvador), no recôncavo da Bahia, deixou alunos, funcionários e professores preocupados. A desativação da unidade prejudicará, principalmente, aos trabalhadores, que durante o dia estão ocupados, e só tem á noite para estudar e concluir sua formação. Um grupo se mobilizou e realizou uma manifestação na Câmara de Vereadores na segunda-feira (13), e promete ir ás ruas em protesto pelo fechamento do colégio.

Patrícia D’ávila, diretora do NRE

Durante o Programa Acorda Cidade, da Recôncavo FM, sob o comando de Ney Bacceli, na manhã desta terça-feira (14),estudantes reclamaram. “Tenho 63 anos e estou tentando concluir os estudos. Cheguei para estudar e tive essa notícia ruim”, disse um trabalhador. Outra estudante contou que nem os professores tinham conhecimento da desativação do colégio. “Foi uma surpresa. Ninguém gostou. Somos mães de família e trabalhadores, só temos a noite para estudar porque de dia a gente trabalha”, lamentou.

Em entrevista a Ney Bacceli, a diretora do Núcleo Regional de Educação (NRE), professora Patrícia D’ávila, justificou a desativação do Colégio Olavo Galvão e disse que tanto alunos quanto funcionários serão transferidos para outra instituição.

De acordo com a diretora do NRE, foi feito um estudo da rede estadual de ensino, que dectou a necessidade de reestruturá-la em três instituições em Santo Antônio de Jesus. “Temos três unidades com baixa demanda como o Olavo Galvão, o Florentino e o Luis Viana. O Olavo Galvão não funciona no turno da tarde, e de manhã são 116 alunos. Á noite um pouco mais de 500, mas, mesmo assim, a modalidade de ensino no noturno não é regular, os alunos vão duas vezes por semana. Sao cinco, seis turmas. Para o Estado manter uma escola com pouca demanda no matutino e um turno que não funciona, nao tem como manter”, disse.

Transferência

Segundo Patrícia D’ávila, nao haverá prejuízo aos alunos e funcionários, que serão transferidos para o Colégio Luís Viana. “O Luis Viana tem um porte grande, com 12 salas de aula e é próximo ao Olavo. Tem condições de absorver esses alunos”, garantiu.

Para que não haja problemas para funcionários e estudantes, a diretora do NRE informou que foi mantido diálogos com as gestoras dos colégios. “A transferência não terá impacto na rede. Nenhum funcionário será demitido, mas nao posso garantir que todos irão para o Luis Viana, pois há outras demandas. Nao vejo motivo para preocupação, pois irão para uma escola com uma estrututa melhor”, afirmou.

Há estudos sendo feitos para que a estrutura física do Colégio Olavo Galvão sirva para abrigar outra atividade ou instituição. “Temos algumas idéias, mas ainda não posso divulgar”, disse a professora Patrícia D’ávila.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *