Funcionária da prefeitura de Nazaré, estelionatária, não levantava suspeitas na cidade. Com perfil falso de homens, enganava as vítimas

Presa por extorsão, a estudante de Direito, Andreza Souza Dias Souza, de 22 anos, mantinha uma rotina normal em Nazaré das Farinhas, no recôncavo baiano, onde trabalhava desde janeiro de 2017 como servidora da Secretaria Municipal de Educação do município.  A estudante de Direito foi detida pela polícia na última terça-feira (6/3), durante a Operação Ferfil Falso do Ministério Público por intermédio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

O golpe foi aplicado em Salvador e cidades do interior, como Santo Antônio de Jesus. De acordo com o MP, Andreza teria aplicado golpes em mais de 20 mulheres utilizando perfis falsos nas redes sociais e se passando por um homem. O órgão estadual informou que Andreza Souza Dias Souza usava fotos de homens aleatórios, conseguidas em redes sociais, e manipulava a voz, para enganar as vítimas. Ela teria iniciado a prática em 2013. Andreza Souza era servidora da Prefeitura de Nazaré e foi exonerada logo após a notícia da prisão.

Fingindo ser o personagem criado por ela, Andreza fazia com que as mulheres efetuassem pagamentos e transferências de quantias para contas registradas no nome dela, como se fosse sobrinha do indivíduo. O MP não detalhou a quantia extorquida das vítimas, disse apenas que não eram altos valores, porém a quantidade de vítimas e habitualidade dos golpes são apontados como indícios de um grande esquema criminoso.

“Essa investigada fazia captação de vítimas através de site de relacionamento e grupo de whatsapp e a partir daí ela começou a ter relacionamentos virtuais com as pessoas, criava grupos de whatsapp com supostas pessoas da família sempre se fazendo passar por pessoas do sexo masculino, fazia pedidos de casamento, criava toda uma trama que fazia a vítima acreditar que estava mantendo um relacionamento, embora estivesse iniciado e perdurado de forma virtual”, explicou, Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Gaeco.

Foram cumpridos também três mandados de busca e apreensão em endereços frequentados por Andreza, em Santo Antônio de Jesus e Nazaré. Durante a ação, os investigadores apreenderam celulares, computadores, além de documentos relacionados ao caso.

Ela abordava as vítimas nas redes sociais de chegiu art[é a suspoeita atravpes da denúncia de uma vítima. Ela wscilhia mukheres de alto oder aquisitivoi e que teruam sofrudo cim relacionamenos passados. Assim ganhava a cibfian;ça da vítima. Ela se aprenetava com =o uma x]sobrinha, sendo ela mesma. “Chegou a manter relações íntimas com algumas mulheres”, de acordo com o MP. Foram mais de 20 vítimas.

Homens reais não sabiam

Conforme a promotora, apesar dos relacionamentos entre as vítimas e os supostos namorados serem apenas virtuais, Andreza conseguia envolvê-las de tal forma, que participava até de grupos no WhatsApp com membros das famílias das mulheres. Ela também mandava fotos de familiares dos ‘namorados’ para as mulheres conhecerem. Assim com usava as fotos dos homens, ela também pegava as fotografias de parentes deles para auxiliar na manutenção da farsa.

“Ela criava perfis falsos com fotos de pessoas do sexo masculino com o intuito de obter benefícios financeiros. Depois, quando o relacionamento parecia real, ela se passava por sobrinha do homem e dizia que ele incorporaria nela para manter relações sexuais com as vítimas”, explicou a promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Gaeco. As fotos dos homens eram pegas de forma aleatória em redes sociais e os nomes eram fictícios.

Ana Emanuela Rossi Meira disse que, até o momento, cinco homens foram identificados. Eles são de outros estados e não sabiam que suas imagens estavam sendo usadas de forma criminosa. “Eles têm outros nomes e disseram que não conhece nenhuma das vítimas, que não possuem nenhum vínculo aqui no Estado. Eles já registaram os fatos em delegacias”, completou.

Segundo o secretário  de Administração de Nazaré, Fábio Sales, a prisão de Andreza foi uma surpresa. “O comportamento dela era normal. Era uma pessoa que cantava em todas as atividades da prefeitura. Cantava o Hino Nacional e emocionava todo mundo. Foi uma surpresa geral para todos nós. Não apresentava nada de anormal”, contou.

A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Investigação (CSI); do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), que ofereceu suporte emocional às vítimas; de promotores de Justiça do Ministério Público da Bahia; e da Polícia Militar, por meio da Companhia Independente de Policiamento Especializado – Litoral Norte (CIPE).

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