SAJ: Vereadores Pedro de Têca e Altemir Dias visitam Vieira Santos e afirmam que empresa pode ser de fachada. “Só tem adubo”.

Cristina Pita
cristinapita@bacidades.com.br

Procura-se uma empresa supostamente ‘fantasma’, que ganhou licitação da Câmara, no Recôncavo baiano. A caça a Vieira Santos Transportes e Construções Ltda, com sede no povoado de Firme, na zona rural do município de Jaguaripe, continua. Na quarta-feira (28/2), os vereadores Altermir Dias (Podemos) e Pedro de Têca (PSD) estiveram no que seria a sede da empresa, mas encontraram o local vazio, sem qualquer movimento, sem funcionários ou equipamentos.

Os parlamentares representaram o presidente da Câmara, o vereador Tom (PSB), na última segunda-feira (26/2) ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e cobraram explicações durante a sessão da Câmara na terça (27/2) sobre o fato da Câmara ter contratado a Vieira Santos, que venceu a licitação para elaborar o projeto arquitetônico para reforma do prédio do Legislativo, apesar da sede informada na Junta Comercial estar fechada. Os vereadores afirmam que a empresa parece ser de “fachada”.

A Vieira Santos tem como um dos proprietários, o engenheiro Ricart Pinheiro, responsável técnico da empresa. Segundo ele, a empresa existe há sete anos e a sede está em reforma. “A empresa ampliou e talvez isso tenha confundido os vereadores, que viram a empresa vazia. Está senso reformada. Possui vários profissionais contratados e os donos buscam licitações para participar. A da Câmara e a da Prefeitura foram as primeiras que vencemos em Santo Antônio de Jesus. A empresa apresentou a menor proposta, de R$ 63.500, e venceu na licitação”, afirmou o engenheiro, profissional conceituado na região.

Mesmo assim, o primeiro questionamento dos vereadores sobre a empresa foi em relação ao seu endereço. No local, ficou evidente que os relógios de água e luz não estão instalados, mostrando que não havia atividade na sede. “Não existe reforma. A casa da filha de um dos donos da empresa fica ao lado. O que seria a sede não tem placa e nem estrutura para funcionar. Só vimos um depósito com adubo. Não questionamos documentos da empresa, mas o fato dela não ter sede. Temos documentos da ilegalidade e vamos mostrar como o prédio da Câmara está sendo reformado”, garantiu Pedro de Têca.

Junto as fotos está o jornal do dia, para comprovar a data em que foram tiradas pelos vereadores. “Eu alugo um ônibus e levo quem quiser ir ver que lá está abandonado. São duas casas. Uma, que seria a sede da empresa e consta o endereço no CNPJ, está sem nada, vazia. Denúncia fundada nós temos. Venha com a verdade e a transparência. Só isso que queremos”, disse o vereador Altemir Dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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