Natal: Dia oficial da hipocrisia das pessoas

Irlando Oliveira

Então é Natal! Vamos marcar uma confraternização! Temos que mandar uma mensagem de Natal! Será que é este o espírito do Natal? Temos percebido uma falsidade enorme nas pessoas nesta época mágica do ano, que tem nos incomodado. Se é no ambiente de trabalho, a coisa é ainda pior, pois nos submetemos às tais “confraternizações” com chefes e colegas muitos dos quais não temos afinidade e vice-versa.

Ora, temos que reavaliar essa práxis da humanidade, pois existe na verdade muita hipocrisia nas ações das pessoas. Gente que sequer interage nos grupos de WhatsApp ou nas redes sociais, mas mudam, drasticamente, nessa época do ano — pelo menos em uma única atitude! A vida nos faz amadurecer suficientemente para entender e perceber nuances dantes não observadas.

Os restaurantes já não têm mais vagas para muitas “confraternizações” no mês de dezembro. Um verdadeiro sufoco para se conseguir uma mesa para a tal “confraternização”. Nos comportamos tais quais os políticos inescrupulosos e levianos, os quais vivem tentando mostrar-se bonzinhos e solícitos, sem nos conhecer e ao menos ter um grau de amizade conosco.

Antigamente, era uma verdadeira correria às livrarias para a compra dos obsoletos cartões de Natal, que agora cedem lugar às fotos e dizeres através das redes sociais. Conhecidos nossos que passam o ano inteiro sem fazer qualquer contato conosco, mas nas proximidades do Natal parecem que mudam de comportamento e, de repetente, enviam uma mensagem de felicitações para nós! Ora… nos poupem disso! São as chamadas “crianças espirituais”!

Que pensemos o Natal de uma forma diferente, deixando a hipocrisia de lado e passando a avaliar a vida do Cristo e o legado por Ele deixado através dos seus Evangelhos, traduzidos na Boa Nova. Vamos continuar enviando mensagens, sim, mas para as pessoas e grupos de amigos com os quais temos afinidade; familiares e parentes próximos, enfim!

* Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente-Coronel, escritor, ensaísta e especialista em gestão da segurança pública e direitos humanos.

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