Brasil ganhará 30 novos santos neste domingo, 15

Foi na região agreste do Rio Grande do Norte, em meados do século 17, que homens, mulheres e crianças foram assassinados por holandeses calvinistas nos massacres de Cunhaú e Uruaçu.

Neste domingo (15), o papa Francisco declarará santos os beatos Ambrósio Francisco Ferro, André de Soveral, Mateus Moreira e seus 27 companheiros mortos em dois ataques, em julho e em outubro em 1645, que aconteceram nas atuais cidades de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

Naquela época, os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil pois tinham interesse nos engenhos de cana-de-açúcar da região. Além do objetivo econômico, entretanto, os invasores tentavam impor a religião calvinista por onde passavam e não toleravam a fé católica.

A tropa, liderada pelo alemão Jacob Rabbi e formada por soldados e índios, atacou o engenho de Cunhaú, em Canguaretama, na manhã de um domingo, quando a maioria dos fiéis estava dentro da Capela de Nossa Senhora das Candeias.

Três meses depois, ocorreu outro ataque, em Uruaçú, São Gonçalo do Amarante, também na zona que viria a ser chamada de Grande Natal. Ao todo, 80 pessoas foram mortas.

As vítimas tiveram as línguas arrancadas para jamais fazer suas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado, e o camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. Ainda vivo, ele exclamou “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”, conta a história.

Por sua vez, de acordo com a tradição, o padre André de Soveral ainda segurava o cálice da consagração da hóstia quando foi morto.

Brasil ganhará 30 novos santos neste domingo

Foi na região agreste do Rio Grande do Norte, em meados do século 17, que homens, mulheres e crianças foram assassinados por holandeses calvinistas nos massacres de Cunhaú e Uruaçu.

Neste domingo (15), o papa Francisco declarará santos os beatos Ambrósio Francisco Ferro, André de Soveral, Mateus Moreira e seus 27 companheiros mortos em dois ataques, em julho e em outubro em 1645, que aconteceram nas atuais cidades de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

Naquela época, os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil pois tinham interesse nos engenhos de cana-de-açúcar da região. Além do objetivo econômico, entretanto, os invasores tentavam impor a religião calvinista por onde passavam e não toleravam a fé católica.

A tropa, liderada pelo alemão Jacob Rabbi e formada por soldados e índios, atacou o engenho de Cunhaú, em Canguaretama, na manhã de um domingo, quando a maioria dos fiéis estava dentro da Capela de Nossa Senhora das Candeias.

Três meses depois, ocorreu outro ataque, em Uruaçú, São Gonçalo do Amarante, também na zona que viria a ser chamada de Grande Natal. Ao todo, 80 pessoas foram mortas.

As vítimas tiveram as línguas arrancadas para jamais fazer suas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas. O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado, e o camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. Ainda vivo, ele exclamou “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”, conta a história.

Por sua vez, de acordo com a tradição, o padre André de Soveral ainda segurava o cálice da consagração da hóstia quando foi morto.

A história dos massacres também é contada no livro “Beato Mateus Moreira e seus Companheiros Mártires”, do monsenhor Francisco de Assis Pereira. Nele, o autor relata que todos foram assassinados porque os holandeses não aceitavam a prática do catolicismo nas áreas por eles dominadas.

Além de Moreira, os 27 canonizados são: Antônio Vilela Cid, Antonio Vilela e sua filha (identificada apenas como uma criança do sexo feminino), Estêvão Machado de Miranda e duas filhas (também não identificadas, mas uma delas tinha apenas alguns meses de vida), Manoel Rodrigues de Moura e sua esposa (também não identificada), João Lostau Navarro, José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, João Martins e seus sete companheiros (identificados apenas como um grupo de jovens que se recusaram a lutar pela Holanda contra Portugal), a filha de Francisco Dias – que não está entre as vítimas, mas é provável que ele tenha morrido junto à pequena -, Antônio Baracho e Domingos de Carvalho. As causas das mortes dos mártires foram diversas, sendo que alguns foram assassinados por espadas, outros, por espancamento e mutilações, e alguns acabaram queimados vivos. No dia 16 de junho de 1989, em reconhecimento aos mártires brasileiros, a Santa Sé iniciou o processo de beatificação. Em 21 de dezembro de 1998, o papa João Paulo II assinou o decreto oficializando o martírio do grupo.

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