Caminhoneiro envolvido em acidente com helicóptero que matou Boechat passa mal e é levado a hospital de SP

O motorista do caminhão que colidiu com um helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, na Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira (11), passou mal na delegacia da Polícia Civil onde iria prestar depoimento e foi levado a um hospital.

Morreram no acidente o jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, e o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci.

O acidente ocorreu na tarde desta segunda-feira (11), na Rodovia Anhanguera, perto do Rodoanel Mário Covas. O caminhão Scania dirigido por João Adroaldo Tomackeves, de 52 anos, tinha acabado de passar pelo pedágio quando atingiu a aeronave que havia caído.

“Trouxeram o motorista. Ele está na minha sala passando mal. Ele está frio”, disse o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 46º Distrito Policial (DP), em Perus, na Zona Norte da capital.

O investigador que estava com Tomackeves informou ainda que ele estava a caminho do pronto-socorro do Hospital de Perus.

Segundo policiais do DP, o motorista estava com ferimentos na cabeça e escoriações pelo corpo e deveria ter ido direto a um hospital ao invés da delegacia. Mas, de acordo com a CCR Rodoanel, concessionária que administra o trecho do acidente, o motorista teve aparentemente ferimentos leves e recusou atendimento no local.

Ainda segundo a CCR Rodoanel, as possíveis imagens do acidente gravadas por câmeras de segurança, bem como a velocidade aferida do caminhão, só poderão ser disponibilizadas à Polícia Civil. A concessionária também não divulgou como o veículo passou pela praça de pedágio antes de colidir com o helicóptero: se pagou em dinheiro ou usou um sistema pré-pago.

Aos policiais, o condutor informou ainda que estava sozinho no caminhão no momento em que o veículo, que pertence à empresa Rápido ABC Transporte. A empresa informou que um gerente da transportadora foi até o local para prestar apoio ao motorista.

No PS de Perus, o motorista receberia os primeiros cuidados médicos, de acordo com informações dos investigadores que o levaram ao local.

“O Seripa IV [Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos] e o Instituto de Criminalística [IC] vão apontar as prováveis causas do acidente”, disse o delegado Hellmeister.

PALESTRA

Boechat deu uma palestra a representantes da indústria farmacêutica em Campinas, no interior do estado, na manhã desta segunda e retornava a São Paulo quando o acidente ocorreu, por volta das 12h. Ele deveria pousar no heliponto da Band, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

O jornalista era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S.Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo, na década de 1990. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

O perfil de Boechat no site da Band News FM informa que ele era o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Boechat lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado.

*G1

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