União vai ceder terreno para Museu Nacional retomar atividades

O Ministério do Planejamento informou na quarta-feira (17) que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) vai ceder um terreno para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O objetivo é retomar parte das atividades de pesquisa do museu que foi completamente destruído por um incêndio ocorrido em 2 de setembro.

A doação do terreno foi reivindicada pela direção do museu e integra a primeira etapa de reconstrução da instituição. O ministério formalizou hoje a liberação da área da União e disse que será iniciado o processo para a cessão de uso do imóvel.

Segundo o diretor do Museu, Alexander Kellner, o terreno deve abrigar os departamentos administrativos e laboratórios de paleontologia, geologia, entomologia, ciências biológicas e sociais. Também está prevista a construção de um centro de visitação para estudantes. Por ano, cerca de 20 mil alunos visitam o museu.

Segundo o ministério, o terreno tem 49,3 mil metros quadrados (m²) e fica localizado próximo ao museu, na rua Bartolomeu Gusmão, no bairro de São Cristóvão. Uma parte da área (10 mil m²) será ocupada pela área de transporte do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que também havia feito uma solicitação à Secretaria do Patrimônio da União.

O Museu e o Tribunal firmarão um convênio de cooperação técnica para viabilizar a construção dos contêineres dos laboratórios e do centro de visitação. Para a instalação das áreas, serão utilizados R$ 2,2 milhões de recursos do Fundo de Penas Pecuniárias do TJRJ.

Mais recursos – Depois de participar de evento de entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico no Palácio do Planalto, Alexander Kellner disse que já foram liberados R$ 8,9 milhões para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela gestão do museu, para que os pesquisadores possam entrar no prédio e resgatar o acervo que ainda está sob os escombros do incêndio.

Kellner também informou que ontem houve uma reunião de integrantes da UFRJ e parlamentares da bancada do Rio de Janeiro para pedir apoio para a aprovação de mais recursos para a recuperação do museu.

“Eles foram extremamente sensíveis. Estamos falando da ordem de R$ 50 milhões que seriam destinados à recuperação daquela primeira parte do Palácio, a mais histórica, onde tinha a sala do trono, a sala do imperador, os aposentos dos imperadores. Se recebermos esse dinheiro, vamos ter boas notícias para o ano que vem”, disse Kellner.

O diretor disse ainda que está aguardando a criação do fundo patrimonial que deve viabilizar a liberação de recursos emergenciais para a recuperação do museu e pediu apoio aos presidenciáveis, por meio de carta.

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