Eduardo Bolsonaro afirma ‘nunca ter defendido o fechamento do STF’

Depois de voltar a circular nas redes sociais um vídeo em que afirma bastar “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou uma nota em sua página no Facebook, pedindo desculpas e afirmando ter sido mal interpretado.
“Eu respondi a uma hipótese esdrúxula, onde Jair Bolsonaro teria sua candidatura impugnada pelo STF sem qualquer fundamento.
De fato, se algo desse tipo ocorresse, o que eu acho que jamais aconteceria, demonstraria uma situação fora da normalidade democrática. Na sequência, citei uma brincadeira que ouvi de alguém na rua”, disse o parlamentar, que é filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “Se fui infeliz e atingi, tranquilamente peço desculpas e digo que não era a minha intenção”, acrescentou.
O deputado ainda explicou que o vídeo foi postado em suas próprias redes há quatro meses, disse “não ver motivo para alarde” e avaliou o resgate das imagens como uma “forçação de barra para atingir Jair Bolsonaro”. “Tenho a consciência tranquila e o momento é de acalmar os ânimos, que muitas vezes é inflado propositalmente para se criar uma atmosfera de instabilidade”, arrematou.
Mais cedo, o próprio Jair Bolsonaro, também em vídeo, disse “Não existe isso de crítica e fechar STF. Se alguém falou em fechar o STF, tem que consultar o psiquiatra”, afirmou. “Eu desconheço, duvido”. “Alguém tirou de contexto”, completou.
Outra a se manifestar a respeito das declarações foi a ministra do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber. Questionada sobre o vídeo, ela disse que “juiz algum se deixa abalar” por manifestações desse tipo.
“Eu tive conhecimento, me foi trazido o vídeo pela assessoria, e também me foi trazido a conhecimento que o vídeo já foi desautorizado pelo candidato (Jair Bolsonaro). De qualquer forma, o que eu tenho a dizer, mesmo não sendo presidente do Supremo Tribunal Federal, é que no Brasil as instituições estão funcionando normalmente e que juiz algum no Brasil, que honra seu ofício, se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada”, pontuou a magistrada.

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