SAJ: Pedro de Têca e Irmão Gerson deixam grupo do prefeito Rogério Andrade; “Nada pessoal, mas chegou o momento de sair”, justificaram

Cristina Pita

Em entrevista á Rádio Andaiá FM, na manhã desta quinta-feira (12/7), os vereadores Pedro de Têca (PSD) e Irmão Gerson (PHS) confirmaram rompimento com a base aliada do prefeito Rogério Andrade (PSD). A ação política dos dois vereadores, agora da oposição, foi decorrente do fato de se sentirem “sem avançar dentro do grupo”.

A saída dos dois não foi surpresa, já que há algum tempo os vereadores vêm demonstrando insatisfação no grupo da situação, mas sempre afirmando que ‘mantêm boa relação com o prefeito’. “Nada pessoal, mas chegou o momento de sair”, justificaram. Dessa vez não foi diferente. Embora a justificativa fosse ‘desconforto’ no grupo que os ajudou a se elegerem, Pedro de Têca e Irmão Gerson, admitiram que a decisão ‘não foi fácil’.

Segundo eles, a decisão foi anunciada ao prefeito durante reunião na noite de quarta-feira (11/7). “Foi uma conversa tranquila, no momento ele entendeu. Não houve discussão, nada pessoal, só que chegou o tempo de sair. A gente não conseguia avançar dentro do grupo. Por mais que tentássemos, não conseguíamos”, alegou Irmão Gerson na entrevista.

Pedro de Têca afirmou que os dois irão continuar fiscalizando a Câmara Municipal. “Mas sem exercer a oposição raivosa, de forma independente. A gente reforça o lado da fiscalização da oposição, das cobranças”, garantiu.

O vereador Irmão Gerson afirmou que o prefeito Rogério Andrade deu total liberdade aos dois dentro do gripo. “Não impôs nada e sempre nos deixava livres para decisões”, ressaltou.

As críticas ao presidente da Câmara, vereador Tom Nogueira, não foram poupadas. “Quando saímos da mesa diretora (da Câmara) não estava em nosso pensamento sair do grupo do prefeito. Para mim foi muito bom sair mesa (diretora) até porque a gente nunca participou de reuniões”, lamentou Irmão Gerson.

Pedro de Têca por sua vez fez a “mea culpa”  e disse que votou no presidente sem pedir nada em troca. “É novo, mas, infelizmente, como presidente ele não teve maturidade para conduzir os trabalhos da Câmara”, alfinetou.

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