Ministério Público intercepta carta do PCC sobre ampliação da atuação na Bahia

Em uma carta interceptada pelo Ministério Público de São Paulo da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, supostas lideranças do PCC teriam dito sobre a necessidade da facção criminosa ampliar no número de integrantes no Estado da Bahia.

A carta ainda afirma que os líderes do Primeiro Comando da Capital estão no aguardo de um relatório com informações sobre o BDM – Bonde do Maluco, que seria uma facção criminosa na Bahia. “Temos que se cuidar lá, puxar os trabalhos necessários para trazer a massa para o nosso lado”, disse na carta. A Bahia é um dos alvos do PCC para ampliar sua atuação no país.

Considerado o número 1 na organização da facção Bonde do Maluco, Marcelo Batista dos Santos, o Marreno, foi morto em agosto de 2017 em confronto com a Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública da Bahia. A atuação do BDM na Bahia é conhecida por ter uma crueldade na execução de rivais ou desafetos. A BDM comanda o tráfico em sete bairros de Salvador. Facção está presente nos bairros de Brotas, Campinas de Brotas, Federação, Engenho Velho da Federação, Garcia, Suburbana e Cajazeiras.

Disputa

A disputa para a compra, transporte e venda de drogas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, por exemplo, já gira praticamente em torno de uma disputa entre a facção e as diversas organizações criminosas locais, que são aliadas do Comando Vermelho.

A denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, na última quinta-feira (5/7) descreve situações em que supostos membros do PCC falam sobre a relação com outras facções criminosas.

As investigações iniciaram em março de 2017, pouco depois das rebeliões em presídios da região que resultaram em dezenas de pessoas mortas e evidenciaram a guerra entre as organizações criminosas nos Estados.

No documento do grupo do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), interceptações telefônicas de conversas entre supostos membros do PCC demonstram que as principais aliadas do Primeiro Comando da Capital são as facções Bonde dos 13 (no Acre), Estados Unidos (na Paraíba), Caveira (na Bahia) e Guardiões do Estado (no Ceará). *BA Cidades e Folha de S. Paulo

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *