Decretada prisão de sócios de empresa baiana acusada de pirâmide

Os empresários  Danilo Vunjão Santana Gouveia e Kelliane Alves Gouveia Santana, sócios da empresa D9, de Itabuna, no sul da Bahia,  tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público na terça-feira (10/7). A D9 é acusada de praticar pirâmide financeira. Eles são acusados de aplicar um golpe que movimentou mais de R$ 200 milhões.

Segundo a acusação, os empresários incentivavam vítimas a se associarem a um clube de investidores que renderia lucros de 33% por mês. Inicialmente, havia de fato lucro com a entrada de novos participantes. “Os investidores comunicavam o sucesso do investimento a conhecidos e também investiam maiores quantias”, diz o acórdão da 1ª Turma da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. “Algumas pessoas chegaram a vender bens pessoais como carros e propriedades, transferindo suas economias à empresa, sem, contudo, obter retorno ou resgatar o que investiram”.

O promotor destacou que o líder da D9, quando o esquema chegou ao fim, zerou suas contas e saiu do Brasil. O paradeiro dos dois empresários é ignorado.

Em abril deste ano, a Folha de S. Paulo noticiou que Danilo foi preso em Dubai e que o governo buscava extraditá-lo. Danilo, segundo a reportagem, foi preso por agentes do Interpol em 13 de fevereiro ao desembarcar no aeroporto de Dubai. Segundo o MP-BA, o pedido que deu origem ao parecer do desembargador afirma que não houve confirmação sobre se Danilo está preso ou não em Dubai. A defesa afirma que ele não foi detido. O fato do paradeiro dele ser incerto está nos autos.

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