JULHO AMARELO: mês de luta, prevenção e controle das hepatites virais

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública. Para se ter ideia, apenas com a hepatite C, são 2 milhões de pessoas contaminadas no Brasil, no entanto, apenas 10% são diagnosticadas. Na Bahia, são 150 mil sem diagnóstico, destes, 50 mil em Salvador.

Embora seja uma doença de fácil identificação, até com a realização de testes rápidos, não é o que ocorre. Com a falta de diagnóstico precoce, a hepatite pode evoluir provocando cirrose, câncer de fígado, doenças de pele, renal e até diabetes, quando não tratada adequadamente.

Ao todo, são cinco tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E). Sendo que na A e na E, a forma de contaminação é fecal-oral, enquanto as hepatites B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea, vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual).

Para prevenir a transmissão e combater a doença, julho foi designado o mês de luta, prevenção e controle das hepatites virais. O “Julho Amarelo”, como ficou definido por Lei Estadual, visa mobilizar e sensibilizar tanto a sociedade, quanto os profissionais de saúde, sobre a importância do diagnóstico. Entre as ações, estão a orientação para que todo médico solicite o exame para pacientes acima de 45 anos, além de incentivar as pessoas a realizarem o teste rápido nas Unidades Básicas de Saúde.

O hepatologista Raymundo Paraná explica que as hepatites B e C associam-se frequentemente a complicações como a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular. A hepatite B infecta hoje 300 milhões de habitantes no mundo e cerca de 1 milhão de brasileiros, e “tem uma relação muito próxima com o câncer de fígado. No entanto, embora a vacina para a hepatite B seja disponibilizada na rede pública, a procura não é suficiente, motivo pelo qual as campanhas servem de alerta”, ressalta o médico. Já os testes rápidos, voltados para identificar os tipos B e C, também são disponíveis na rede pública, e os resultados saem com cerca de 20 minutos.

Saiba mais sobre as hepatites virais

É uma doença crônica do fígado que pode ser decorrente de diversas causas. Algumas das mais comuns são as hepatites C e B, que, por serem doenças silenciosas, muitas vezes podem passar despercebidas. Longe de ser insignificante, a doença hepática crônica é responsável, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pela morte de cerca de 1,4 milhão de pessoas por ano.

O tradicional Julho Amarelo é uma forma de ampliar as discussões acerca do diagnóstico precoce e tratamentos das hepatites virais. Dentre os tipos mais comuns estão a hepatite A, que provoca apenas hepatite aguda e pode ser transmitida pelo contato oral-fecal entre pessoas ou por alimentos e água contaminada; a hepatite B transmitida principalmente pela via sexual e a hepatite C, cuja infecção ocorre por meio de sangue contaminado (compartilhamento de material perfuro-cortante).

Com sintomas que muitas vezes não são notados, as hepatites B e C podem evoluir para quadros crônicos, cirrose e câncer de fígado. Para um acompanhamento mais adequado e obtenção da cura, é importante que o diagnóstico seja realizado o mais precocemente possível.

A doença representa um importante problema de saúde pública. A hepatite crônica C, por exemplo, tem uma prevalência significativa no Brasil e no Mundo. Cerca de 2 milhões de brasileiros são infectados cronicamente por ela; destes, de 10 a 20% irão evoluir para uma cirrose hepática ao longo de 20 anos.

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