Brasil pode ter este ano 600 mil casos de câncer, afirma Inca

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) prevê que 600 mil novos casos de câncer devem ser diagnosticados no Brasil este ano, e mais 600 mil no ano que vem.

Dos casos de câncer, cerca de 30% são considerados evitáveis. “A redução do tabagismo diminuiu de maneira estatisticamente significativa a incidência de câncer de pulmão e de outros tipos de câncer. O tabagismo está relacionado a 16 tipos”, afirmam os especialistas.

Outro fator de risco, destacam, é a obesidade, que está relacionada ao câncer de intestino, o terceiro mais frequente entre as mulheres e o quarto mais frequente entre os homens. O consumo excessivo de álcool é outro comportamento que deve ser evitado

Nos entanto, hábitos saudáveis, a solução de problemas de saneamento e a adoção de medidas preventivas poderiam evitar um terço dos casos, disse a diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho Mendes.

O câncer de pele não melanoma, considerado um tumor menos letal que a média, é o mais frequente no país, com 165 mil dos 600 mil casos estimados de câncer. A prevenção a esse tipo de tumor é se proteger do sol, especialmente nos horários próximos de 12h, quando há mais calor, além do uso de protetor solar.

Além dos tipos de câncer que podem ter sua incidência reduzida por hábitos saudáveis, há também aqueles que dependem do avanço de políticas públicas, como a ampliação do saneamento básico nas regiões Norte e Nordeste, onde o câncer de estômago ainda tem uma incidência destacada.

Sul, Sudeste, Norte e Nordeste

O Inca analisa que o Sul e Sudeste têm a incidência de câncer mais semelhante a de países desenvolvidos, enquanto o Norte e o Nordeste apresentam espaço para reduzir doenças que já estão bastante controladas em países ricos:

“No caso do colo de útero, o agente mais relacionado é o HPV [vírus transmitido principalmente através de relações sexuais desprotegidas, está associado a diversos tipos de câncer, como de colo de útero, ânus, pênis, vulva e uretra]. Então, a vacinação de meninas e os exames de rotina das mulheres a cada dois anos são importantes. No caso do câncer de estômago é uma questão de saneamento básico, de qualidade da água”, explica Ana Cristina.

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