SANTO AMARO: Sem repasses, unidade de saúde paralisa atividades

A Santa Casa de Oliveira dos Campinhos, instituição privada filantrópica que fica no município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, está com as atividades paralisadas desde terça-feira (12), devido à falta de repasse finaceiro por parte da prefeitura municipal.

A instituição filantrópica responsável pela unidade médica alega que os salários dos profissionais estão atrasados e que não há contrato para continuidade do atendimento. A gestão municipal, por sua vez, alega crise e dificuldade para manter o contrato.

unidade médica atende cerca de 2,5 mil pessoas por mês, segundo a instituição filantrópica, e presta serviços de urgência e emergência, internação, além de especializações como pediatria, cardiologia e ultrassonografia.

O provedor da unidade, José Cerqueira de Mattos Sobrinho, disse nesta sexta ao G1 que um ofício foi encaminhado à gestão municipal informando sobre a paralisação das atividades da unidade de saúde.

“Estamos sem funcionar desde o dia 12. Quando assumimos, em janeiro de 2017, encontramos uma dívida de mais de R$ 1,3 milhão e funcionários com salários atrasados. Assumimos um contrato emergencial com a secretaria muncipal e esse contrato foi prorrogado por alguns meses, mas em junho venceu e ficamos sem contrato. Nós ainda continuamos as atividades em julho e agosto, acreditando que um novo contrato seria assinado, mas isso não aconteceu”, disse Sobrinho.

Ainda conforme o provedor da unidade, a Santa Casa possui atualmente 41 funcionários, que ainda estão incertos sobre o futuro caso a instituição permaneça fechada. “Muitos deles já estão até cogitando a possibilidade de entrar na Justiça, mas estamos tentando conversar e resolver a situação”, afirmou.

O secretário de Saúde de Santo Amaro, João Militão, afirma que a crise enfrentada pelo município vem desde 2016, ano em que foi deflagrada na cidade a Operação Adsumus, da Polícia Federal e do MP. A ação foi desencadeada para desarticular um esquema de desvio de verbas públicas, fraudes à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. Alguns recursos desviados foram da área Saúde, segundo a investigação.

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