Nilo chama de ‘absurdo’ mandado de busca e apreensão contra ele

O deputado estadual e ex-presidente da Assembléia Legislativa da Bahia Marcelo Nilo (PSL) chamou de “absurdo” e “constrangimento” a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (13), em sua residência, no bairro do Horto Floresta, em Salvador.

O parlamentar é acusado de controlar a Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp), conhecida no meio político como “DataNilo”, de manipular dados eleitorais, e de “utilizar a referida pessoa jurídica para contabilização fraudulenta de recursos utilizados de maneira ilegal em campanhas políticas”.

“Me lembro daquela frase do ex-governador da Bahia Otávio Mangabeira: ‘pense no absurdo, na Bahia haverá precedentes’. Fui surpreendido com a presença da PF e do Ministério Público Eleitoral (MPE) numa busca e apreensão na minha residência”, falou, em menção à Operação Opinião.

Apesar de elogiar a Babesp durante parte do discurso na AL-BA, na tarde desta quarta, Nilo negou novamente que seja proprietário do instituto. “Fui cliente da Babesp, como outros deputados. O instituto começou a acertar e a demanda aumentou. Vossas excelências pagavam ao diretor Roberto Matos, não ao deputado Marcelo Nilo. Eu contratei e da minha conta foi transferido o dinheiro para o Babesp”, disse.

O suposto dono da Babesp, Roberto Matos, é irmão de Lídio Matos, assessor de Nilo, e pai de um dos beneficiários de bolsas de estudo concedidas pela AL-BA, classificadas como “inconstitucionais” pelo Ministério Público, em 2012, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE) pediu a rejeição das contas da Casa.

Nilo ainda classificou a operação como uma “violência contra um parlamentar que tem 28 anos de vida pública”. “Eu perdi meu pai, perdi minha mãe, meu irmão, mas hoje é o dia mais difícil da minha vida. Um homem que nasceu na roça, no sertão, que morou em pensionato, estudou em colégio público passa pelo constrangimento de ver a residência ser ocupada para uma operação”, acrescentou.

O mandado foi expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em representação formulada pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA). Além de Nilo, foram alvos da ação os endereços de seu genro Marcelo Dantas Veiga, de Roberto Pereira Matos, e a sede da empresa Leiaute Comunicação.

*Bahia ba

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *