Dinheiro público em campanha rejeitado, aponta pesquisa

Na terça-feira (22), a Câmara dos Deputados retoma a votação da Reforma Política. Os parlamentares têm pressa, já que precisam aprovar até 7 de outubro, em dois turnos e por dois terços dos votos, as mudanças. Após esse prazo, as regras não valeriam para 2018.

Entre as novas regras aprovadas na comissão especial da Reforma Politica e que agora o plenário avalia está a criação de um fundo destinado às campanhas eleitorais. Segundo a proposta, esse fundo seria composto, no próximo ano, por recursos da União da ordem de R$ 3,6 bilhões.

Um levantamento do Paraná Pesquisas revela o tamanho da impopularidade da proposta: 87,4% dos eleitores são contrários à ideia de destinar mais recursos públicos para os partidos, além dos cerca de R$ 800 milhões que as legendas dividem a cada ano.

A rejeição é semelhante em todas as faixas etárias, faixas de renda e no recorte por gênero.  O levantamento foi realizada de terça a quinta-feira, com 2.802 pessoas de mais de 16 anos. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Com a reação negativa, os deputados estudam criar o fundo, mas deixar para a lei orçamentária a definição, a cada eleição, dos recursos que serão destinados aos partidos.

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