Justiça condena oito por organização terrorista na Hashtag

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou oito acusados de terrorismo na Operação Hashtag.
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Justiça condena oito por organização terrorista na HashtagJuiz Marcos Josegrei condenou investigados também pelo crime de associação criminosa 1
Julia Affonso e Fausto Macedo

04 Maio 2017 | 16h50

Suspeitos de terrorismo chegam ao aeroporto de Brasília. Foto: André Dusek/Estadão

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou oito acusados de terrorismo na Operação Hashtag.

Durante a investigação, o grupo, integrado por brasileiros, foi monitorado principalmente após as autoridades brasileiras receberem um relatório do FBI americano. Os investigados foram presos em nove estados (Paraná, Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul) em 2016.

Por meio de quebras de sigilo telefônico, as autoridades rastrearam redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo pelo aplicativo Telegram, e verificaram intensa comunicação entre os integrantes, conclamando interessados a se organizar para prestar apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento já em território brasileiro.

De acordo com as investigações, alguns dos envolvidos chegaram a noticiar a realização do “batismo´´ ao Estado Islâmico, conhecido como “bayat” – juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros. Também foram identificadas mensagens de celular relacionadas à possibilidade de se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos do Rio, no ano passado, para a realização de ato terrorista (inclusive com diálogos sobre como confeccionar bombas caseiras).

O magistrado impôs 15 anos, dez meses e cinco dias de reclusão a Leonid El Kadre de Melo, seis anos e onze meses de prisão a Alisson Luan de Oliveira, seis anos e três meses a Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, a Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, a Israel Pedra Mesquita, a Hortencio Yoshitake e a Luis Gustavo de Oliveira e cinco anos e seis meses a Fernando Pinheiro Cabral.(Estadão)

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