Formandos rifam noite com garota de programa para bancar formatura

O caso é em Maceió (AL), onde estudantes do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Pitágoras, rifam uma noite com uma garota de programa para bancar a formatura da turma. Cada bilhete custa R$ 10 e delimita que o valor cobrado pela “acompanhante de luxo” seja entre R$ 200 e R$ 300.

De acordo com reportagem do Uol, os organizadores da rifa chegaram a criar um perfil no Instagram para divulgação do sorteio, mas foi apagado na sexta-feira (7) após denúncias do crime feitas em redes sociais.

O Ministério Público Estadual está acompanhando o caso, que se enquadra nos delitos de incentivo à prostituição e benefício obtido pela exploração sexual. “Tomei conhecimento dessa rifa pelo próprio procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, e fui eu mesma pesquisar na internet. Constatei que tinha uma propagandaa dessa rifa e pedi que a Delegacia Geral de Polícia designe um delegado para investigar o caso”, explicou a promotora Dalva Tenório, da 14ª Vara Criminal da Capital.

O Brasil não criminaliza a prostituição, mas a Lei 11.106/2005 considera delituosa a prática de exploração sexual e favorecimento à prostituição. Em caso de condenação, as penas variam entre dois e cinco anos de prisão, além do pagamento de multa.

A Faculdade Pitágoras disse ao Uol que a instituição instaurou sindicância para apurar o caso e tomará as medidas cabíveis.

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